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A bola ao sol e à sombra sobre o olhar de Eduardo Galeano
Por Cássio Holanda Trabalho aprovado por: Paula Donato e Marcelo Martins Em agosto de 1995, nos EUA, a Microsoft lançava o Windows 95 e revolucionava o mercado de computadores domésticos apresentando a internet a milhões de lares no mundo. Antes, também nos EUA, em abril, ocorreu o até então considerado maior atentado terrorista doméstico do país, quando dois supremacistas brancos e militantes de extrema direita resolveram explodir um caminhão-bomba em frente a um prédio do

Revista Spia
há 6 dias


Para onde vamos com a desesperança?
Por Gabriel Assis Trabalho aprovado por: Paula Donato e Marcelo Martins Guerras, nostalgia, insegurança econômica, pós-pandemia, comodismo, dentre outros eventos compõem o cenário global em que nos encontramos — social e politicamente. Seus reflexos ou desdobramentos podem ser apreendidos nas práticas de como estamos nos vestindo e produzindo moda. Como plano de fundo, talvez conseguíssemos ainda ler no emaranhado de materiais, texturas, cores e formas, em letras minúsculas,

Revista Spia
2 de jun.


Pode avisar que não conseguiram matar ela!
Por Lui Cadu Trabalho aprovado por: Paula Donato e Marcelo Martins A Sulanca, em nome e sobrenome, continua vivíssima e a exposição Geração Sulanca, retratou sua vitalidade, resistência e identidade. Abertura da exposição “Geração Sulanca”. Foto por: Rebeca Rezende "João, que sonhava morar em Santa Cruz... Maria, que morava em Santa Cruz e sonhava morar em Caruaru... Carlos, que morava em Caruaru e sonhava morar em Recife... Clarice, que morava em Recife e sonhava morar em S

Revista Spia
24 de mai.


Onde estão nossas mulheres?
Por Sophia Nascimento Trabalho aprovado por: Marcelo Martins e Paula Donato “São mais de 50 ganhadores homens para 5 mulheres em todo o histórico desse prêmio…”. O comentário da escritora Raiza Hanna na publicação da Secult-PE não foi apenas um desabafo, mas um apontamento certeiro que roubou a cena na publicação do anúncio dos vencedores da décima primeira edição do Prêmio Hermilo Borba Filho em 2025 – que, em mais de uma década, premiou apenas 5 mulheres. Instituído pelo

Revista Spia
18 de mai.


Diário de um Banana: A porta de entrada para outras leituras
Por Everton Antonio Silva Trabalho aprovado por: Paula Donato e Marcelo Martins Diário de um Banana (2007). Fonte: Google. É comum ouvir por aí que algumas escolhas na juventude funcionam como “portas de entrada para outras drogas mais pesadas”. Na literatura, essa expressão cabe perfeitamente à obra do norte-americano Jeff Kinney. O livro, que conta a história do pré-adolescente Greg Heffley e seus desafios nessa nova fase da vida, foi lançado originalmente em 2007 e traduz

Revista Spia
11 de mai.


Vestir é pertencer, mas a que custo?
Por Lara V. Pereira Trabalho aprovado por: Paula Donato e Marcelo Martins Cena de "O Diabo Veste Prada 2" (2026). Créditos: Google. Após a sessão de O Diabo Veste Prada 2 (2026), a palavra “identidade”, no contexto da moda, ficou gravada na minha cabeça. A história me levou a pensar no consumo de fast fashion e no de slow fashion, porque, tanto num caso como no outro, somos levados a acreditar na ideia de que o sujeito é o que veste. Nessa construção social de imagens edific

Revista Spia
8 de mai.


O agente Secreto: um filme profundo em tempos de leitura rasa
Por: Rita Valença de Castro Trabalho aprovado por: Paula Donato e Marcelo Martins O Agente Secreto, 2025 Apesar de uma trajetória consagrada, com mais de 60 prêmios internacionais, incluindo Cannes e Globo de Ouro, O Agente Secreto chegou ao Oscar 2026 com indicações importantes, como Melhor Filme e Melhor Ator. Ainda assim, não levou a estatueta. O que talvez revele menos sobre o filme e mais sobre a limitação de quem o julgou — já que há obras que não se oferecem à leitur

Revista Spia
6 de mai.


“Por Trás Da Linha De Escudos”: Os Limites Estabelecidos Entre Os Militares e a População
Documentário de Marcelo Pedroso trás reflexão acerca dos antagonismos e tensões entre grupos como obstáculos substanciais no processo de...

Revista Spia
6 de mai. de 2024


O Fantasma Capturado pela Câmera
Crítica cinematográfica por Joebson José Trecho do Filme Retratos Fantasmas “Vou fechar o cinema com a chave de lágrimas”. Nas transformações do esquecido centro do Recife, o diretor e crítico de cinema, Kleber Mendonça Filho, nos conta sobre os fantasmas que habitam por lá. Retratos Fantasmas (2023) teve estreia especial no Festival de Cannes e conta a história do cinemas de rua que um dia foram cultuados, mas que hoje tornaram-se farmácias ou igrejas, ruínas de templos sagr

Revista Spia
24 de mar. de 2024


O vestido de espumas de Paloma
Crítica cinematográfica por Leandro Ferreira Em seu mais recente longa-metragem, intitulado Paloma, o diretor Marcelo Gomes configura, a partir dos intentos dos corpos marginalizados, um documentário em forma de ficção. Inspirado em uma história real, somos introduzidos a um curto recorte da trajetória da protagonista Paloma. No cenário do pequeno município de Saloá, com população de apenas 15 mil habitantes, somos apresentados a uma personagem distinta, munida do sonho de

Revista Spia
10 de fev. de 2023


Ruminante Sem Rumo
Crítica por Leandro Ferreira Trecho do filme Animal Político Em tempos inoportunos, a cronologia dos fatos nos antecipa a ansiedade que recai sobre as datas icônicas; é dentre os incômodos e ânsias insaciáveis que retomam-se as narrativas do interior. Em Animal Político, a impossibilidade de escapar das inquietações localizadas no incontrolável futuro tensionam as estruturas do ser e proporcionam uma imersão nas vicissitudes compositoras de suas urgências. A partir do recorte

Revista Spia
24 de out. de 2022


Peixe, Homem e Câmera em ação. Silêncio
Maryane Martins Ambiguidade. Corpo. Educação. Raça. Instinto. Etnografia. Linguagem. Antropologia. Identidade. Essas são algumas palavras que norteiam o trabalho do artista Jonathas de Andrade. Nascido em 1982, em Macéio, ele vive e trabalha em Recife, onde se formou em Comunicação Social. Jonathas utiliza suportes variados: instalação, cinema e fotografia. Todos eles têm um ponto em comum: um forte conteúdo político e social, em especial, no contexto latino-americano. Ficçã

Revista Spia
2 de set. de 2022


Sangue vermelho, gasolina azul
Leandro Ferreira¹ Na cidade de Caruaru, o avanço da automação encontra refúgio na figura dos automóveis. É na estrutura das suas carcaças metálicas, consideradas extensões artificiais do corpo, que figuram os confrontos entre natureza humana e tecnologia. O recém-estreado “Carro Rei” retrata com destreza os conflitos entre humanos de sangue vermelho e carros movidos por gasolina azul, em uma fábula na qual o antropomorfismo se debruça a figura dos carros, e os criadores e sua

Revista Spia
29 de jul. de 2022


Santa Puta: O feminino marginal no cinema de Cláudio Assis
Sobre sexo e violência como narrativas fundamentais da construção das mulheres na trilogia do diretor

Revista Spia
19 de jul. de 2022


Azulão: 80 anos depois, o dia 25 de Junho deveria ser dia de festa
Maria Clara Mendes e Joyce Noelly No dia 23 de Junho de 1942 foi realizada a colheita do milho, pessoas se reuniram para celebrar a véspera da festa, a fogueira queimou até virar cinzas. Talvez balões tenham enfeitado o céu e a música esquentado o chão. Ao final do dia 24 de Junho, os vestígios da festa se guardaram para o dia de São Pedro. O que ninguém poderia imaginar é que no dia 25 de Junho de 1942 nascia um dos maiores artistas da história do forró e da cidade de Caruar

Revista Spia
25 de jun. de 2022


O terceiro ato da Nação Zumbi
Texto escrito por Leandro Ferreira A efervescência de ideias no litoral pernambucano dos anos 90 trouxe consigo a rebeldia característica da juventude, expressa através do acolhimento das novidades propostas por uma contemporaneidade cada dia mais globalizada. As novas teias de movimentação de informação, a popularização das tecnologias digitais e possibilidades de ser-fazer se instalaram com sucesso entre as questões que atingiam os enérgicos habitantes desse Recife lisérgic

Revista Spia
20 de jun. de 2022


Tradição x Progresso:
Uma breve análise crítica da representação do Nordeste em A História da Eternidade (2014) de Camilo Cavalcante Thainara Amorim¹ Em 1988, a escritora cearense Rachel de Queiroz escreveu no Estadão um — inadiável! — aviso ao resto do país: “(...) se acostumem a aceitar a nordestinidad”. Mas o que seria essa qualidade ou, talvez, natureza, que ameaça quem não a pertence? Já não é apenas a “mão-de-obra barata, plebe carente das favelas, bóias-frias, serventes de obras, empregadas

Revista Spia
2 de jun. de 2022


Fabriquetas de jeans e sonhos
A rememoração das lembranças de infância do diretor Marcelo Gomes é contraposta à atualidade do espaço e suas necessidades em “Estou me guardando para quando o carnaval chegar”. É possível avistar uma cidade que parte da ruralidade em direção a industrialização improvisada, um aceno às grandes produções e fábricas que se guliverizam em quintais e garagens, e remetem, de maneira inconsciente, às dimensões da capital do jeans. O processo pelo qual a agricultura e pecuária em To

Revista Spia
1 de abr. de 2022


O Mal Estar na Taberna Minhota
O indivíduo liquidado em EX Mágico, curta Olimpio Costa e Mauricio Nunes. Texto por Lucas dos Santos Silva. O ex Mágico é um personagem que caminha pesadamente, parece carregar um peso nas costas arqueadas; arfando, ele passa apressado pelas ruas e vielas de uma cidade vazia, numa paisagem opressiva de casarões abandonados. Parece fugir de alguma coisa misteriosa enquanto sente cansado o peso angustiante do mundo que o cerca. A animação de Olímpio Costa e Mauricio Nunes é uma

Revista Spia
23 de fev. de 2022


Um filme histórico e heroico sobre a peleja da cultura popular
Frame do filme A Peleja do bumba-meu-boi contra o vampiro do meio-dia. Alguns filmes tem a hora, o lugar e as pessoas certas. No início dos anos 80, no agreste pernambucano, dois amigos se uniram a outros amigos e fizeram história com o pouco que tinham ao alcance. ‘A Peleja do bumba-meu-boi contra o vampiro do meio-dia’, dirigido por Luiz Lourenço e Pedro Aarão, ao que tudo indica, é o primeiro filme realizado na cidade de Caruaru, interior de Pernambuco. Tudo começou em 198

Maria Clara Mendes
29 de jul. de 2021


Mãe, errado é não amar
“Olhando para trás, eu me vejo um monstro ou um homem. Não sei que figura me assusta mais, mas eu preciso acreditar que eu não sou uma delas.” Rebu é um mini-doc sobre semelhanças, descobertas, família, medo, transformações e avanços. Roteirizado e dirigido por Mayara Santana, o mini-doc desenrola a vida dessa mulher negra, pernambucana e sapatão em seus momentos mais importantes para construção da sua narrativa pessoal. Dividido em seis episódios + um extra, cada parte é imp

Samara Torres
28 de jun. de 2021


A arte contemporânea e híbrida de Flávio Emanuel
Flávio Emanuel Transgressora, polêmica, híbrida, multimídia, livre, abstrata. Essas são algumas palavras que poderiam descrever o trabalho do artista plástico Flávio Emanuel. Natural de Recife, Flávio mesclava diversas artes na tentativa de descrever a maior arte que existe: seu interior. Através de pinturas, vídeos, performances, instalações, intervenções urbanas e toy arts (“brinquedos de arte”), o recifense apresentou um mundo que discute temas polêmicos como, por exemplo,

Samara Torres
8 de mai. de 2021


Uma (possível) leitura de Exercício de Arquivo #2 de Abiniel João Nascimento
Frames do filme Exercício de Arquivo #2 Na segunda semana do mês de março foi realizada a “Semana do Audiovisual Negro”, o primeiro festival de cinema, de caráter competitivo, criado aqui em Pernambuco com recorte racial. Em sua segunda edição, a curadoria buscou uma aproximação entre o cinema negro e o cinema indígena, com obras que refletem sobre ancestralidade e territorialidade das imagens. Foi então que assisti a obra (em processo) “Exercício de Arquivo #2”, do artista A

Ade Queiroz
18 de abr. de 2021


O Agreste psicodélico em A Noite do Espantalho (1974)
Sérgio Ricardo - Foto: Divulgação De repente estamos pisando no chão quente de Brejo da Madre de Deus, observando por dentro o Teatro Nova Jerusalém. Depois de dois anos sem o maior espetáculo ao ar livre do mundo (devido a pandemia), no filme A Noite do Espantalho (1974) dirigido pela grande figura do MPB Sérgio Ricardo, temos a oportunidade de revisitar o local que também foi palco de tantas outras manifestações artísticas, como a desse filme. Se fosse possível descrever es

Samara Torres
8 de abr. de 2021


Memórias, sentidos e um olhar para outra realidade
O cinema de Graci Guarani tem a força e a coragem de uma mulher indígena que atua com uma câmera nas mãos. Em posse desta poderosa ferramenta, Graci vem produzindo importantes registros históricos da cultura indígena. Graci Guarani - Foto: internet De origem Guarani Kaiowá, Graci Guarani trabalha como cineasta, comunicadora e produtora cultural. É uma das primeiras realizadoras de produções indígenas no cinema brasileiro, atuando ao lado de seu companheiro Alexandre Pankararu

Maria Clara Mendes
24 de mar. de 2021


“Desde que haja frevo” é carnaval
Print do filme Capiba ontem, hoje e sempre - Fonte: Cinemateca Pernambucana O mini documentário do eterno Fernando Spencer (1927-2014) começa com dois tapas na cara. O primeiro, além do tapa, é um gatilho: Capiba foliando. O segundo, é que o fragmento (sem data) que inicia o filme de Spencer, lançado em 1984, parece ser uma profecia do compositor. Em uma entrevista em meio ao povo (saudades), Capiba solta “o carnaval não tá morrendo, não, quem tá morrendo é o povo”. Claro que

Márcio Correia
1 de fev. de 2021


Os toques e as mungangas no cinema pernambucano
Cena do filme experimento munganga.beta Não há quem seja de Pernambuco e não saiba o que é uma munganga. Se você faz parte dos que não sabem, pernambucano ou não, eu só posso lamentar. E eu lamento lhe escrevendo enquanto faço uma munganga. Voinha diz que se o galo cantar eu vou ficar assim pra sempre. Eu vou explicar melhor. Munganga é uma expressão cômica, uma careta. O que é melhor que um corpo munganguento pra zombar da grande caretice que é a nossa sociedade? Talvez seja

Ade Queiroz
28 de dez. de 2020


O silêncio em Geneton grita pela liberdade
Mudez Mutante mostra a sensibilidade de um diretor que tinha apenas 16 anos. Cena do filme Mudez Mutante - Disponível em: Cinemateca Pernambucana Mudez Mutante de 1973, foi o primeiro curta experimental de Geneton Moraes Neto. Rodado em super-8 e com duração de sete minutos, o diretor passeia por uma sala onde estão uma mulher e um homem lendo revistas em silêncio. A câmera curiosa começa a explorar o que parece ser um quarto com poucos objetos, mas com muitos recortes de ima

Márcio Correia
29 de nov. de 2020
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