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- Entrevista com Alex Santos - egresso do Design, profissional da área de Moda: "Vivendo e aprendendo"
Por Marcelo Martins e Miguel Santos Trabalho aprovado por: Amanda Mansur e Paula Donato PALAVRAS INICIAIS A UTODIDATA E CURIOSO INSACIÁVEL, Alex Santos ficou radiante quando seu artigo científico foi selecionado para ser apresentado e publicado no maior evento de divulgação de pesquisas e estudos de Moda do país, promovido pela ABEPEM (Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas em Moda), em 2024, quando já tinha se formado. Primeiro vestido produzido por Alex, no Laboratório de Moda do CAA, onde ele trabalhava por ainda não possuir os instrumentos para realizar as peças em seu ateliê. Ano: 2018. O trabalho em questão, intitulado “Retratos do Feminino: análise da imagem parada”, anos antes, havia sido submetido ao evento, mas, por questões de inaptidão técnica no momento da inscrição, ele sequer chegou a ser avaliado. SEU ATELIÊ EM CARUARU divide o espaço com a sua casa. Nesse aconchegante oásis urbano, de trabalho e de moradia, tudo transpira produção de moda: tecidos, brilhos, manequins, chapéus, cores, linhas, botões, fitas métricas em volta do pescoço e nas mãos do artista, tule e mais tule, fantasias acabadas, prancheta, folhas de desenho, lápis e canetas diversas, dentre tantos outros “instrumentos de trabalho”, atravessam os sentidos dos corpos dos clientes que vão lá para buscar ou para fazer uma encomenda, ou vão para pedir para que ele desenhe no ao vivo e em cores a ideia inicial de um modelo, que, dias depois, ganha fisicalidade de formas, cores, acabamentos e movimentos – botões, brilho e volume. Vestido de formatura, traje de festa, 2023. Cliente: Aurora Balbi. AURORA BALBI, uma de suas clientes, relembra da primeira vez que foi ao ateliê: “Entrar lá foi como ser transportada para um outro mundo, uma mágica aconteceu. Para a minha formatura, eu vi várias possibilidades, mas optei por ele, porque alguma coisa no traçado dele me atraiu bastante. Era a minha formatura, um momento único, e esse vestido teve, então, um significado ainda mais especial. Foi feito por um aluno do meu pai, o que já tornava tudo bem emocionante — e quando eu o vi pela primeira vez, não consegui segurar as lágrimas e chorei na frente do Alex mesmo. Ao vestir, foi simplesmente inesquecível: ficou perfeito, deslumbrante, como se tivesse sido feito exatamente para mim em todos os sentidos. Tudo o que o Alex falava durante a criação e nos momentos de prova transformou-se linda e confortavelmente no meu corpo.”. ALEX ABRE SUAS PORTAS para “quase todo mundo” e acredita, de certo modo, estar contribuindo, mesmo assim, com uma espécie de democratização da moda, da beleza, do sentir-se bem e do bom-gosto. Pesquisador voraz do que faz, encontra-se constantemente envolvido também com pesquisas autodidatas sobre aquilo que está por trás de tudo aquilo que produz. Assim, sua cabeça de universitário nunca parou de funcionar, pois ele se dedica também a projetos paralelos para, no fundo, entender melhor como os discursos e expressões de moda moldam os corpos, as sociedades, e as relações interpessoais. Conhecedor profundo de momentos da história da moda, discute projetualmente as roupas que constroem os gêneros, as sexualidades, os grupos, os movimentos sociais; enfim, a vida como ela é – e como poderia ser. *** COM A PALAVRA, ALEX SANTOS EU NASCI E FUI CRIADO NO INTERIOR DE PERNAMBUCO, em Bezerros. Sou fruto de educação pública e de escola integral. Durante o Ensino Médio, fui incentivado a entrar no mundo da criação e acabei optando por Design, inclusive por causa das minhas habilidades com desenho e pelo meu enorme interesse por moda. O fato de o Centro Acadêmico do Agreste ficar perto de casa também foi um facilitador que conduziu a esta escolha, uma vez que, quando terminei o Ensino Médio e entrei na faculdade, tinha 16 anos. Era muito jovem e tinha receio de ir para longe. Entrei na faculdade em 2015 e concluí em 2021. Laboratório de Moda, antes da aula de moulage da Professora Flávia Zimmerle, em 2018. Processo na produção do traje da personagem Rainha Má (espetáculo de ballet), em 2025. *** DURANTE O PERÍODO DA MINHA FORMAÇÃO, eu já atuava “amadoramente”. Quando entrei na faculdade, já desenhava figurinos e trajes de festa. Mas foi só no decorrer do curso que tive o primeiro contato com modelagem e costura, o que me ajudou a conseguir aliar a minha experiência de criar ao poder de executar. Ainda durante o curso, comprei minha primeira máquina de costura e comecei a atender clientes fazendo roupas sob medida. *** POSSO DIZER, ENTÃO, QUE MINHA TRAJETÓRIA COMEÇOU com um certo “admiradorismo”, porque eu era um admirador! Meu primeiro ato no mundo da moda foi como desenhista. Aos poucos, porém, fui me construindo e me lapidando como profissional. Passei pela faculdade, por ateliê e por indústria, onde assumi cargos de chefia de produção, modelista, pilotistae costureiro. Atualmente, Acima: Alex, ao centro do corpo do ballet trajando suas criações de figurino, em 2022. Ao lado: Blazer sob medida, peça finalizada em 2026. não dependo de demandas de mercado, porque ao longo do tempo construí uma clientela fixa. No cenário atual, além de trabalhar como instrutor de corte e costura, mantenho meu ateliê e escolho meus clientes, que geralmente são indicados por outros clientes. E os escolho de acordo com a indicação e o quão interessante é o tipo de trabalho que desejam. Não produzo qualquer tipo de roupa nem para todas as pessoas, eu escolho os trabalhos de acordo com a relevância que trará para a minha carreira a longo prazo. Nesse exato momento, estou me preparando para seguir no rumo da alfaiataria tradicional masculina. *** NO MEU DIA A DIA, meu trabalho depende de muitas habilidades técnicas para muitas atividades. Como eu trabalho sozinho, preciso executar todas as etapas dos processos, desde a pesquisa até as demais fases: desenho, modelagem plana, moulage, corte, passadoria, montagem etc.; além disso, preciso estar atento ao meu repertório técnico com relação aos tipos de tecidos, aviamentos, estruturação e acabamentos, operação e manutenção de maquinário; por fim, não escapam dessa cadeia os entendimentos de gestão empresarial – e até mesmo marco presença em determinados eventos ou junto a determinadas marcas. APESAR DE TRABALHAR COM O NICHO DE “SOB MEDIDA”, é necessário manter-me informado das questões de tendência e demais fatores que influenciam a informação de moda. A roupa sob medida carrega a égide do estilo, mas, no fim, as pessoas ainda querem pertencer a determinados grupos, identificar-se e comunicar-se através do vestuário. Em 2023, Alex sentiu-se preparado para começar os trabalhos com a alfaiataria. É NATURAL PARA O CRIADOR, contudo, espelhar em suas criações suas inspirações. Apesar de ater-me às satisfações dos clientes, tudo o que é criado para ele transmite a essência das coisas que me inspiram. Eu sou muito inspirado pelo Barroco, por exemplo. Gosto de volumes, sombras, luzes e formas dramáticas e sinuosas. Em contrapartida, também faz parte desse arsenal inspirador o lugar onde nasci, o Nordeste brasileiro e o Estado de Pernambuco. As cores, os elementos do barro e do couro, trajes de vaqueiros e cangaceiros estão sempre no meu radar. Os livros de historia, ilustrações infantis, música, pintura… toda a arte, arquitetura e antiguidades me são fonte de inspiração. Pinacoteca de São Paulo, em 2023. Viagens e idas constantes a museus e igrejas alimentam a veia barroca do artista-criador. Figurino desenvolvido para o quinteto violado, em parceria com Lucy Celestino, em 2025. Look desfilado no Festival do Jeans de Toritama (PE), em 2024. *** ACREDITO QUE A FORMAÇÃO ACADÊMICA É ESSENCIAL para forjar um bom profissional que também pretende atuar no mercado, pois, como em todas as profissões, existem partes necessárias ao ofício que só a Academia proporciona. Como exemplo, é possível citar os estudos das metodologias, dos teóricos e da própria história. A noção científica só se aprende com profissionais. Mas, por outro lado, é importante sublinhar que somente a Academia não nos forma por completo: é necessário haver as experiências e as práticas das vivências de mercado. Portanto, um bom designer se faz a partir das duas experiências, a teoria aplicada à prática. Assim como em todas as outras profissões, existem os que sabem fazer e os que gostam de fazer. Nem todos que gostam, sabem fazer; nem todos que fazem, deveriam estar fazendo. Em plena Rua Augusta, entre uma bebida e outra, uma pausa para rabiscar umas ideias oriundas desse contexto. Ano: 2023. Alex se apresentando na passarela no final do desfile do Festival do Jeans de Toritama (PE, em 2025. *** COM RELAÇÃO AO MEU CURSO NO CAA, eu diria que eu senti falta, nele, de praticar mais a escrita. Como eu entrei muito jovem na universidade (aos 16), havia saído recentemente do Ensino Médio, onde a preparação era direcionada para a escrita do Enem e vestibular. O curso de Design, na época, oferecia uma cadeira de Metodologia Cientifica no segundo semestre, sendo essa uma disciplina obrigatória, e uma cadeira de Produção Textual e uma de Pesquisa Científica, que eram eletivas. Essas duas últimas foram muito problemáticas, por diversos fatores, inclusive devido às conduções nelas realizadas, naquele momento. Ou seja, saí com a Metodologia Científica do segundo período para produzir uma monografia no final do curso, porque as duas outras disciplinas citadas não contribuíram – como poderiam ter feito – com a minha formação. Como consequência de uma história como essa, muitas pessoas acabaram ficando estacionadas no TCC justamente pela dificuldade de escrever. Desse modo, acredito que a oferta de cadeiras obrigatórias de escrita e leitura acadêmicas seriam muito úteis nessa formação. Já com relação à aproximação com o mercado, senti falta de vivenciar práticas laboratoriais e de laboratórios mais bem equipados na universidade. Na minha época de graduando, o Laboratório de Moda, por exemplo, contava com mais da metade das máquinas inutilizáveis e ultrapassadas. Faltavam, por exemplo, máquina de corte e o estudo do funcionamento das produções industriais. Pela minha experiência de hoje, acredito que aulas de campo em que visitas fossem realizadas em fábricas e ateliês teriam sido muito valiosas nessa fase da formação de acadêmico em Design. *** Em 2023, período decisivo para a entrada do Alex na alfaiataria: “um profissional completo!”, “Eu faço Moda!”. “UM PROFISSIONAL COMPLETO”: é assim que me defino. Tenho muito orgulho em dominar todas as etapas da produção de uma roupa, desde o croqui até o corte, montagem e finalização. Não sou somente o criador, eu vou para a máquina e executo – trabalho que, inclusive, me encanta. Gosto de pensar que posso pegar um pedaço de nada e transformar em alguma coisa útil e bela. Isso tem me moldado nesses últimos 10 anos, e eu gosto muito, mas muito mesmo, do que faço. *** Looks desfilados no Festival do Jeans de Toritama (PE), em 2024. ENTENDO O “PROCESSO CRIA-TIVO” COMO UM NOME que se dá ao conjun-to de etapas que antecedem a criação de algum artefato. Para mim, funciona como um banco de dados de referências. Eu gosto muito de ler, assistir e ver imagens. Isso me ajuda a construir um acervo como um “Pinterest” interno. Quando recebo uma proposta para desenvolver algo, já tenho um gancho na mente com alguma referência e, a partir daí, começo a fazer os testes e filtrar as possibilidades. Muitas vezes acontecem os insights, aí preciso colocar rápido em algum papel (ando sempre com um lápis e um caderno), para não esquecer. A partir dos insights escritos ou desenhados, realizo colagens e as utilizo como painéis de inspiração. Para mim, Moda é um sistema que se fortalece pelo culto às novidades que gera o ciclo do consumo e descarte dos produtos. Eu faço Moda! *** Figurinos desenvolvidos para o espetáculo Branca de Neve , realizado pelo Ballet Corpo, em 2025, em Bezerros, Pernambuco JÁ HÁ ALGUM TEMPO, o sistema de moda caminha para como ele está hoje: multifacetado. Podemos experienciar inúmeros nichos de expressão de moda que surgem e desaparecem muito rapidamente. Eu percebo que ainda há o ciclo tradicional da moda elitista, onde os hábitos de consumo dos ricos tornam-se símbolos de desejo das massas menos favorecidas. O sentido contrário também pode ser percebido; nele, elementos da cultura popular são aceitos nos círculos da elite e passam por processos brutais de precificação – distanciando-se, por isso, como objeto de consumo, da sua própria origem. Por outro lado, não é possível Terno sob medida para Perpétua Dantas, uma das clientes de Alex. Caruaru, 2026 desconsiderar que, apesar das cúpulas mais altas da moda permanecerem elitistas, abriram-se portas para outros corpos, culturas e cores, e isso representa um avanço. Além disso, as formas de produção também estão sendo adaptadas conforme as necessidades que giram em torno da sustentabilidade. É possível notar uma busca pela moda consciente, durável e circular. Como exemplo, citam-se a busca pela alfaiataria e a busca por peças bem feitas que têm aumentado consideravelmente, e o consumo de roupas de segunda mão que abriu espaço para os brechós serem percebidos como alternativas viáveis e mais ideais. DESSA PERSPECTIVA, então, entendo que há um certo caminhar para uma integração, e o fato de estarmos no meio desse constructo de um novo comportamento e mesmo modo de vida deixa tudo meio nebuloso, meio caótico. *** Figurino sob medida desenvolvido para Jonatas, professor responsável pelo Ballet Corpo, em 2026 (Bezerros) . O CURSO DE DESIGN DO CAA É muito bom por deixar o aluno livre para escolher os caminhos, contudo, devido à inexperiência da maioria que entra no primeiro período e como primeira faculdade e, também, dando o primeiro passo para decidir a vida; aquele que não tem foco certeiro ou um mínimo de conhecimento na área perde muito tempo diante do leque de possibilidades. E isso faz com que o estudante acabe cursando disciplinas avulsas até encontrar um eixo de identificação. Seria bom, por parte da universidade, proporcionar encontros, palestras, aulas de campo direcionadas para as três áreas já no início do curso; isso, sem dúvida, daria aos estudantes a oportunidade de vivenciarem um pouco da profissão que pretendem seguir. Não nos enganemos: muitos entram sem ter ainda desenvolvido qualquer aptidão ou habilidade para uma das três áreas: gráfico, moda e produto. Por fim, o conselho que eu daria para os ingressantes é o mesmo que eu segui: aproveitar ao máximo, da forma que for possível, todas as aulas, todos os eventos e todos os professores. Os quem vieram antes sempre têm muito a ensinar. *** ALEX (em outras imagens)
- Cinebrilha Pernambucos: O Brilho do Cinema Pernambucano em Santa Cruz do Capibaribe
Cartaz de Divulgação A Mostra CINEBRILHA Pernambucos, é um circuito de exibição de filmes pernambucanos no formato de cineclube que chegou com tudo para movimentar a cena cultural de Santa Cruz do Capibaribe. Idealizada por Rafa Montteiro, a iniciativa foca em levar o cinema para as comunidades periféricas, promovendo debates e reflexões especialmente para a garotada da rede municipal de ensino. As sessões aconteceu nos dias 13, 14 e 15 de abril, ocupando a Escola Lindalva Aragão de Lira, no bairro Santo Agostinho, e o Ponto de Cultura Chocalho no bairro da Palestina. A curadoria, assinada por Marlon Meirelles, fez uma seleção caprichada de 13 obras pernambucanas, entre ficções, documentários e animações, que mostram a cara e a diversidade do nosso estado. A programação foi dividida em três momentos especiais: a sessão Asulancarte, que mergulha na nossa força cultural e industrial com filmes sobre a cultura da Sulanca; a sessão Agreste-se, que conecta tradições e memórias do nosso povo e a sessão Pernambuco Total, trazendo o vigor criativo e a potência de realizadores de todo o Estado. Em todas as sessões os filmes contam com pelo menos uma ferramenta de acessibilidade, a presença do intérprete libras, e locais com rampas de acesso, banheiros adaptados, corrimãos e iluminação adequada, garantindo conforto e autonomia para o público. A ideia da Mostra Cinebrilha Pernambucos é oferecer uma experiência leve, educativa e transformadora para os adolescentes e amantes do cinema, mostrando que o audiovisual tem um poder incrível de representar nossas histórias e emocionar. É uma oportunidade única para o público conhecer novos filmes e filmes emblemáticos feitos pelos nossos realizadores, do sertão ao litoral e ainda abrir espaço para novos talentos da região compartilharem suas vivências, oferecendo uma experiência leve, educativa e inclusiva tanto para adolescentes quanto para todos os amantes do cinema. Entrevista com Rafa Montteiro Função no projeto: Idealizadora, Comunicação e Direção. - Como foi a experiência da Mostra Cinebrilha? Recepção do público, surpresas, etc. Surpreendente, desde o primeiro momento a “Escola Lindalva Aragão de Lira” em Santa Cruz do Capibaribe recebeu maravilhosamente este projeto, e durante as sessões realizadas em suas dependências tivemos recorde de público. Alunos participativos nos debates. E presença representativa de pessoas com deficiência durante as atividades. - Qual a importância dessa mostra pra Santa Cruz e para o interior do estado? O CINEBRILHA é uma iniciativa financiada pelo Funcultura Audiovisual no Agreste setentrional, uma das regiões que recebe poucos recursos na área audiovisual, e principalmente na área de difusão. Executar essa Mostra em Santa Cruz do Capibaribe é avançar na construção e manutenção desse Cinema feito no interior e reafirmar a potência do Cinema Pernambucano. - Como foi, pra você, realizar esse projeto dos bastidores até o dia de exibições? Essa execução foi e é um grande desafio por ser meu primeiro projeto Funcultura, onde estou aprendendo a lidar com as burocracias na prática. Porém é particularmente realização de um grande sonho. E uma confirmação que é possível fazer arte e cultura no Agreste e seguir acreditando. Realização: Murall Prod / @murallprod Parceria: Coletivo Chocalho / @coletivochocalho Fotos do acervo Murall - Fotógrafa Adriana Araújo Apoio: Casa das Caiporas e Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Capibaribe / @casadascaiporas e @prefsantacruz Incentivo: FUNDARPE / 18° Funcultura Audiovisual - Governo de Pernambuco / @fundarpe Equipe Realizadora: Direção Geral, Produção Executiva e Comunicação: Rafa Montteiro Coordenação Técnica e Comunicação: João Rocha Curadoria: Marlon Meirelles Instrutora arte-educativa: Laís Neves Designer: Mandy Coordenação de acessibilidade: Rhaynara Janaína Para mais informações e novidades, acompanhe a Murall Prod no Instagram: https://www.instagram.com/murallprod/ Contato para Imprensa: E-mail: muraalscc@gmail.com Telefone: 81 9 99525.4276 (Rafa Montteiro) / 81 9 99525.2380 (João Rocha)
- Exposição Geração Sulanca
De 26 de março ao dia 29 de maio, o Museu da Sulanca recebe pela primeira vez a exposição "Geração Sulanca". Exposição Geração Sulanca. Foto por: Rebeca Rezende A exposição propõe um apelo ao olhar sobre memória, identidade e transformação a partir da história da Sulanca em Santa Cruz do Capibaribe (PE) através da fotografia, cinema, instalação sonora e poética. A exposição iniciou-se com o ensaio fotográfico realizado por Gil Vicente, composto por 17 fotografias que retratam os jovens da década de 1990, filhos de comerciantes e empresários locais, ainda que eles tivessem acesso a outras roupas, aparecem usando sulanca, revelando como toda a dinâmica econômica e social da cidade já estava estruturada a partir dela. A sulanca, nesse sentido, não se restringe ao que se veste, mas a base que sustenta o território. Resgatado 30 anos depois pela curadoria de Marcelo Taubelt, a programação também inclui, além das fotografias expostas, a exibição contínua do documentário Iluminação Especial 7.0, dirigido por Mayara Bezerra. Além da instalação sonora de Virgínia Guimarães e Mayara Bezerra, é apresentada a instalação poética assinada por Agda. Exposição Geração Sulanca. Foto por: Rebeca Rezende "A Geração Sulanca não é tão somente sobre um produto feito com retalhos: ela multiplica essa feitura. Ela é a ponta de cá do fio que conduz a história de um saber-fazer, que começou a ser costurado por meio de um conhecimento popular, coletivo e feminino, impulsionado pela subsistência." — frase do texto curatorial assinado por Jorge Feitosa, designer e pesquisador de Santa Cruz. Jorge propõe uma visão sobre a Sulanca para além dos produtos ou atividades econômicas, mas para um fenômeno cultural complexo. Sendo assim, Sulanca como território, modos de vida, saberes populares e estruturas sociais, sendo sustentada, em grande parte, por conhecimentos coletivos. Exposição Geração Sulanca. Foto por: Rebeca Rezende A exposição "Geração Sulanca" é sobre memória, trabalho e identidade em movimento. Esse projeto atravessa tempos e linguagens para revelar como a Sulanca moldou e continua moldando vidas, afetos e imaginários em Santa Cruz do Capibaribe. Trazendo uma reflexão sobre o Ser Sulanca e sua visão estigmatizada, a mostra preserva a história da Sulanca para podermos reconhecer as pessoas que fazem parte dela, pois vulgarizar para o agrado popular com o termo "Moda" é descartar toda a identidade de uma geração. Exposição Geração Sulanca. Foto por: Rebeca Rezende O projeto é realizado pela BASE/MAIS (@basemais), com apoio do Museu da Sulanca, do Moda Center Santa Cruz, Evinho Stamp, Blog do Ney Lima, Rádio Polo e oficina Embuá, patrocínio da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (ADEPE) e incentivo da Lei Paulo Gustavo, por meio do Governo de Pernambuco, Ministério da Cultura e Governo Federal. Serviço Geração Sulanca Visitação: até 29 de maio de 2026, das 8h às 12h - 13:30h às 18h de segunda a sexta Local: Museu da Sulanca – Moda Center Endereço: BR-104, Km 54 – Centro de Eventos Cidade: Santa Cruz do Capibaribe (PE) Entrada gratuita Exposição Geração Sulanca. Foto por: Rebeca Rezende
- Entrevista com Miguel Santos - egresso do Design, profissional da área de Moda: "Colhendo futuros"
Por Marcelo Martins Trabalho aprovado por: Paula Donato e Amanda Mansur PALAVRAS INICIAIS NOS ÚLTIMOS MESES DE 2025, o professor Marcelo Martins e o profissional de Design, Miguel Santos, formado pelo curso de Design do Centro Acadêmico do Agreste (CAA: UFPE), fizeram uma busca para encontrar egressos do Design do CAA para convidá-los para uma entrevista, retomando suas histórias durante o período de formação e suas respectivas inserções no mercado de trabalho, especificamente no vasto campo da Moda. DEPOIS DE VÁRIAS CONVERSAS, algumas negativas, algumas ignoradas, alguns desencontros, mas também de alguns gestos contagiantes de enorme entusiasmo por parte dos que foram contactados, Marcelo e Miguel conseguiram reunir um conjunto de profissionais atuantes no mercado que se dispuseram a participar deste projeto que, em princípio, objetiva: 1) dar visibilidade aos trabalhos “com moda” que eles desenvolvem em diferentes cantos deste país e, 2) prestar uma homenagem ao curso do Design do CAA, neste ano em que ele comemora seus primeiros vinte anos, tendo o curso Design participado da implantação do campus da Federal no Agreste Central pernambucano, nos anos idos de 2006. A PARTIR DESTA SEMANA, as entrevistas gentil e entusiasticamente concedidas aos coordenadores do projeto, realizadas por meio de um questionário, serão publicadas no site da Spia . A PRIMEIRA ENTREVISTA, de um total de 8, será justamente a do Miguel Santos, que, junto com o professor Marcelo e a professora Amanda Mansur, embarcou na empreitada de “juntar” os egressos do Design e dar a oportunidade a cada uma dessas pessoas contarem suas histórias e mostrarem seus trabalhos com moda. Os professores Amanda e Marcelo, juntamente com o Miguel e mais uma estudante de Comunicação Social, Un Hee Martha de Oliveira Mbaki, chamarão as pessoas que aceitaram participar deste projeto para um desdobramento dele, em parceria com a Cultural Livraria e Cafeteria e com o Galo da Redação , nos próximos meses. Mas essa é uma outra história, inclusive porque os envolvidos não foram informados sobre ela até então. Valdir Miguel, em 2017, em férias, entre os períodos de uma monitoria que realizou com o prof. Marcelo, no Design do CAA. AINDA SOBRE O MIGUEL, nosso primeiro entrevistado, o professor Marcelo diz: “O Miguel foi um aluno brilhante, um trabalhador incansável na monitoria. Ele era muito engraçado e às vezes bravo – inclusive comigo! Aos poucos, ele se tornou um grande amigo para mim. Tenho muito carinho por ele. Ele acha que eu o adotei, mas foi ele que me adotou assim que cheguei no CAA, em 2016. Fico muito feliz de a gente manter contato até hoje, e de ele, com seu coração enorme, aceitar a participar de alguns projetos comigo, mesmo estando em São Paulo. Então, para mim, o projeto homenageia o Design do CAA, o CAA, os alunos – egressos do Design –, e a primeira entrevista publicada nesta seção da Spia , para mim, homenageia também o Miguel: só para ela nunca se esquecer de quão grandioso e querido ele é; de como ele foi acolhedor comigo recém-chegado no Design. Quem faz, até pode esquecer; quem recebe o feito, nunca esquece!”. As demais entrevistas seguirão a ordem alfabética dos entrevistados. *** COM A PALAVRA, MIGUEL SANTOS SOU NATURAL DE SUZANO, em São Paulo, mas me mudei para Pernambuco, terra dos meus pais, aos seis anos, e cresci em Moreno. Cheguei ao CAA depois de ter cursado o tecnólogo em Gestão de Turismo no IFPE, em Recife, em 2011, quando a área era vista como a “profissão do futuro” no Brasil pré-Copa. Gostei muito do que aprendi, mas nunca senti uma identificação real com o curso. Miguel no seu 1º. dia no CAA, em 2016. Nesse período, também fui aprovado em vestibulares para Letras, Agronomia, Arquitetura, Educação Física e até Direito, mas não cheguei a cursar nenhum desses cursos. Consegui ainda uma bolsa integral para Design de Moda em uma faculdade do Recife, mas, por um erro da instituição, não pude iniciar o curso, o que acabou me gerando uma grande frustração. Depois disso, fiz um curso técnico em Administração no Senac e comecei a trabalhar na área de administração hospitalar. Em 2015, fiz meu último ENEM e consegui uma vaga em Design no CAA. Não conhecia a cidade, nem o campus , nem mesmo o curso, mas tudo acabou se encaixando. Entrei em agosto de 2016 e me formei no final de 2021. *** Miguel ministrando aula durante uma oficina promovida pelo Fashion Revolution de 2019. DURANTE A GRADUAÇÃO, eu trabalhava com representação comercial. Como não tinha a mesma base nem os equipamentos que muitos colegas já possuíam, não consegui atuar em nada ligado ao design que me ajudasse a me manter morando sozinho em Caruaru. Por isso, também não conseguia fazer cursos na área, já que trabalhava em escala de shopping e tinha pouco tempo disponível. Por outro lado, abracei todas as oportunidades que o curso ou os professores me ofereceram: de participação em projetos ao oferecimento de cursos aos alunos e alunas do Design. *** NOS ÚLTIMOS ANOS DA GRADUAÇÃO, consegui um emprego em uma instituição mista, de iniciativa público-privada, voltada para a área de moda, embora atuasse no setor administrativo. Lá, tive contato com diversos empresários locais, conheci de perto o funcionamento das consultorias de moda e acompanhei os bastidores de projetos de fomento do Governo do Estado voltados para o Agreste. Tentei, sem sucesso, migrar para a área de consultoria e, após um ano, mudei de emprego. Miguel, em 2023, na fábrica de Toritama. DEPOIS DISSO, fui contratado como designer de moda em uma das maiores fábricas de jeans de Toritama. Foi uma experiência formadora. Viver o dia a dia do chão de fábrica, entender a complexidade de um material que até então me parecia simples e lidar com os desafios constantes da profissão, especialmente na relação com a classe patronal da região, transformaram completamente minha visão sobre o setor. Foi nesse contexto que percebi que, ali, pouco se cria. Esse entendimento foi um choque, pois desmontou a ideia que eu tinha sobre o universo da moda como um espaço essencialmente criativo. O ARRANJO PRODUTIVO LOCAL DO AGRESTE PERNAMBUCANO É, sem dúvida, uma grande força da economia do Estado, mas também carrega o peso de uma cultura fortemente baseada na cópia. Em maior ou menor grau, muitos empresários se acostumaram a reproduzir referências, seja do que veem em grandes grupos internacionais, seja dentro do próprio contexto local, com marcas menores replicando as maiores. ASSIM, depois do impacto inicial, entendi que precisava me qualificar no que era, de fato, exigido. Passei a me dedicar ao conhecimento técnico, estudando desenho técnico, sequência de produção, maquinário e o denim como matéria-prima. Descobri a complexidade da lavanderia industrial, o uso do laser nos processos de beneficiamento e os limites que a modelagem impõe ao jeans. Era, na prática, uma imersão na Engenharia de Produto. EM 2022, venci meu primeiro concurso como estilista de jeans e tive a oportunidade de viajar para São Paulo para conhecer o Denim City, Miguel e colegas, em 2024, nos bastidores do concurso do Brasil Fashion Designers . um hub de soluções voltado para a indústria do jeans. Em 2023, fui convidado por uma tecelagem para uma parceria e apresentei minhas primeiras peças autorais no Festival do Jeans de Toritama . Em 2024, conquistei o primeiro lugar no concurso Brasil Fashion Designers , da Febratex. Tudo isso aconteceu em paralelo ao meu trabalho na fábrica. NESSE PONTO DA MINHA CAMINHADA, já me entendia como profissional e tinha uma visão mais ampla e ao mesmo tempo bastante pormenorizada sobre o mercado. Decidi, então, dar um novo passo: deixei a segurança de uma das posições mais desejadas, ao menos na percepção dos jovens estilistas de Caruaru e região, e me mudei para São Paulo, em busca de outras oportunidades de trabalho, com o currículo que eu até então eu tinha formado. Parte da coleção criada para o concurso Brasil Fashion Designers , de 2024. Miguel o venceu em 1º lugar. No momento atual, trabalho especificamente com desenvolvimento de produto em uma das empresas mais consolidadas do Estado. Não atuo diretamente com criação, o que ainda me frustra em certa medida, mas entendo que faço parte de um caminho mais longo do que aquele que Toritama poderia me oferecer. Hoje, tenho um nome reconhecido na indústria do jeans e muitos planos para o futuro. *** MEU TRABALHO ATUAL exige um domínio técnico amplo, que atravessa diferentes áreas, como tecidos, modelagem, costura, precificação, materiais, insumos e, por mais surpreendente que possa parecer, comunicação. Nesse contexto, a ética muitas vezes fica em segundo plano: diariamente, preciso analisar, reproduzir e decifrar como estilistas ao redor do mundo desenvolveram determinadas peças, para então traduzir essas informações de forma estratégica para clientes que irão se beneficiar desse processo. JÁ NO MEU TRABALHO AUTORAL, como criador, minhas principais referências passam pelas técnicas de modelagem japonesas e pela brasilidade. Busco construir uma leitura de expressões nacionais que sejam, ao mesmo tempo, teatrais e pouco óbvias. Os trabalhos manuais e a artesania também aparecem como elementos centrais na minha linguagem criativa, funcionando quase como uma assinatura das peças. *** ACREDITO QUE HÁ ESPAÇO PARA TODOS E TODAS no vasto campo de trabalho em que se encontra a área em que atuo. Existem profissionais e Profissionais, assim como há trabalhos e Trabalhos. Ainda considero a Academia fundamental na formação de um bom profissional. Um trend setter sem conhecimento sobre sociedade, política, história, economia e outras áreas com as quais tive contato no CAA tende a ser um profissional limitado. O pensamento crítico é, nesse sentido, muito mais desenvolvido e estimulado nos ambientes acadêmicos do que em outros. O QUE ME INCOMODA MAIS É a substituição de profissionais por influenciadores e por pessoas que chegam a posições de criação com base apenas na quantidade de seguidores nas redes sociais ou por serem filhas de “X”. Nesse caso, vejo um movimento que acaba prestando um desserviço à profissão. *** SENTI FALTA, principalmente, de mais práticas durante a minha formação. Apesar de existirem vários laboratórios no CAA, no meu período muitos eram subutilizados ou acabavam “pertencendo” a determinados professores, o que transformava o acesso em um jogo de preferências e afinidades. Miguel diz ter ficado muito decepcionado com o fato de a sua colação de grau ter acontecido durante o lockdown da pandemia da Covid-19, em 2021. Além disso, havia dificuldades recorrentes, como problemas com licenças de software , falta de manutenção e ausência de peças para as máquinas de costura. Lembro, inclusive, de um conselho marcante de um professor: “Se você quiser aprender a usar esse programa, é melhor fazer um curso ou procurar aulas no YouTube, porque a universidade não ensina.”. MUITAS VEZES ME PERGUNTEI SE, em algum momento, ao se tornar professor, o ex-aluno atravessa uma espécie de ruptura e passa a esquecer tudo o que viveu, adotando uma postura mais centrada no próprio ego. Essa percepção nunca chegou a me intimidar diretamente, mas vi colegas profundamente afetados por esse tipo de conduta. Alguns chegaram ao ponto de desistir do curso, outros mudaram de profissão como consequência dessas experiências, que são sempre, em maior ou menor grau, devastadora. NÃO SEI COMO ESTÁ O CAMPUS HOJE, mas, no período em que estive lá no CAA, o ambiente, em certos aspectos, era psicologicamente insalubre, muitas vezes sob a justificativa de que aquilo seria uma preparação para o mundo profissional. *** ME DEFINO COMO UM PROFISSIONAL ABERTO. Durante muito tempo, me questionei se tinha um estilo ou uma assinatura própria e cheguei a acreditar que não. Com o tempo, porém, consegui ler meu próprio trabalho como um texto coerente, com conexões e recorrências. SOU EXTREMAMENTE TÉCNICO E ORGANIZADO NO QUE FAÇO, mas associo essa estrutura a um modo mais atravessador de criar, em que diferentes referências, processos e ideias se cruzam para construir o resultado. Aproveito este momento reflexão, esta oportunidade de expressar meus pensamentos sobre esse assunto, para fazer uma menção honrosa e deixar meu agradecimento à professora Flávia Zimmerle da Nóbrega Costa, ao professor Mário de Faria Carvalho e a Marcelo Martins, que foram fundamentais na construção do meu processo. FLÁVIA ME MOSTROU como o básico pode ser mais complexo do que aquilo que, à primeira vista, parece elaborado. Foi com ela que aprendi que a base é o caminho para a sofisticação. Já Mário despertou em mim o hábito de questionar o belo; desde então, passei a refletir constantemente se estou, de fato, pensando por conta própria ou apenas reproduzindo um discurso. Marcelo me despertou a necessidade de equilibrar a justa medida entre o a falar e a calar. *** O PROCESSO CRIATIVO É, para mim, uma linguagem individual construída aos poucos. No meu caso, ele acontece de forma bastante sinestésica. Quando sou provocado a criar, começo a visualizar imagens e a fazer associações com o tema. A partir daí, penso em cores, cheiros, formas e sons que se conectem com essas ideias. Em seguida, desconstruo essas associações e as reorganizo a partir das sensações, para só então tentar traduzir, de forma mais lógica, qual é o sentido da criação para quem observa. PODE PARECER UM PROCESSO COMPLEXO, mas ele acontece de maneira quase instantânea, em um curto espaço de tempo, até que o resultado se materialize. Miguel durante a seleção dos materiais do concurso de 2022, o primeiro que ele venceu. Por isso, gosto de pensar nele como uma linguagem própria. Tenho interesse em cursos, aulas e masterclasses sobre processo criativo, mas vejo esses espaços mais como estímulos ou gatilhos do que como definições rígidas de um método. JÁ A MODA, para mim, funciona como um agente aglutinador. Quem está neste universo da moda, de alguma forma, busca pertencer a um grupo, comunicar uma ideia ou expressar algo. Mesmo quando há uma tentativa de ruptura ou de originalidade, sempre se parte de referências anteriores, e isso não é um problema. Pelo contrário, é justamente o que torna esse jogo mais interessante. *** VEJO A MODA COMO UM ECOSSISTEMA INTEGRADO CHEIO DE APOCALÍPTICOS. Desde que comecei a trabalhar na área, tornou-se quase regra ouvir reclamações sobre as dificuldades do mercado, a competitividade entre os pares, a deslealdade e outros desafios. Ainda assim, fala-se pouco em soluções; muitas vezes, a queixa parece mais um hábito do que um ponto de partida para mudança. A DISCUSSÃO MAIS RECENTE no nosso métier gira em torno do uso da inteligência artificial. Nesse ponto, faço uma leitura um pouco diferente. Parte dos profissionais, especialmente em um campo historicamente associado à vanguarda, encara a IA como uma ameaça, quando poderia considerá-la como mais uma ferramenta de trabalho. A inteligência artificial não cria “no sentido humano”, ela organiza. Produz a partir do que já foi feito, dito e disponibilizado por nós. Todo conteúdo gerado é uma recombinação orientada do passado. COM A VELOCIDADE VERTIGINOSA com que a informação é gerada por essas ferramentas, nos aproximamos do ponto de autofagia, em que a própria IA passa a se alimentar de conteúdos derivados dela mesma. É aí que pode surgir uma ruptura. A criatividade humana, por outro lado, é expansiva e autorregenerativa, o que a coloca em uma posição diferente. Talvez ainda levemos alguns anos até que essa preocupação perca força e seja substituída por uma nova. *** MINHA DICA PARA QUEM ESTÁ CURSANDO DESIGN AGORA É SIMPLES: busquem conhecimento técnico! A Academia forma ótimos pensadores, e aprender os porquês, cultivar a inquietação e desenvolver um olhar crítico são, para mim, verdadeiros tesouros. Mas o mercado, hoje, exige cada vez mais domínio prático. Por isso, aproveitem ao máximo a formação para fazer cursos de costura, modelagem, estamparia, fotografia, softwares gráficos e tudo o que puder somar como bagagem. A combinação entre pensamento crítico e conhecimento técnico é o que forma profissionais realmente diferenciados. TAMBÉM VALE AMPLIAR O OLHAR SOBRE O QUE É A MODA. Ela não se resume a desenhar, costurar ou criar coleções. Existe um universo de possibilidades que envolve imagem, branding , gestão de marca, eventos e produção. Em todas essas áreas, ter uma base sólida em moda pode ser um grande diferencial. *** MIGUEL (em outras imagens)
- Caruaru recebe oficina gratuita de fotografia artesanal para mulheres
Projeto “O Imaginário Feminino no Agreste: Saberes e Visualidades” destina 15 vagas para participantes entre 18 a 55 anos Caruaru recebe a oficina de cianotipia “O Imaginário Feminino no Agreste: Saberes e Visualidades”, realizada pelo Tipia Coletivo Fotográfico, com inscrição gratuita. A formação acontecerá na UFPE, no Centro Acadêmico do Agreste e oferece 15 vagas para mulheres entre 18 e 55 anos, com prioridade para mulheres trans, portadoras de deficiência, negras e de baixa renda. O curso será desenvolvido em formato híbrido, com um encontro online e quatro presenciais, realizados uma vez por semana, entre os dias 22 de outubro a 19 de novembro, no turno da manhã. A iniciativa trabalha a cianotipia, técnica alternativa de revelação fotográfica que produz imagens em tons de azul. O “Imaginário Feminino no Agreste: Saberes e Visualidades” tem como objetivo popularizar o acesso à arte, incentivar a produção e o comércio de obras artísticas, além de promover o desenvolvimento pessoal e profissional das participantes. O projeto foi inspirado no livro "A Invenção do Nordeste", do historiador Durval Muniz, que analisa como foi construída a imagem de um Nordeste pobre e inferiorizado. A iniciativa pretende refletir sobre a forma como a sociedade enxerga a “mulher nordestina”, geralmente associada a uma visão de atraso. A oficina propõe ressignificar essas representações por meio da cianotipia, oferecendo às participantes um espaço de aprendizagem, criação e valorização de suas próprias experiências. Os encontros ocorrerão das 8h30 às 12h30, no Centro Acadêmico do Agreste (UFPE), localizado na Av. Mariele Franco, no bairro Nova Caruaru. As atividades terão o apoio do Laboratório de Fotografia do Agreste (Fotolab) e do Laboratório de Design Inclusivo (LabDin). O campus dispõe de rampas, banheiros e portas adaptadas, garantindo acessibilidade física para pessoas com mobilidade reduzida. Para participar da oficina as interessadas devem se inscrever através do link que está disponível no instagram do coletivo: @tipia.coletivo. Cada participante receberá um kit completo de cianotipia com químicos fotossensíveis, pincel, copo medidor e manual ilustrado, permitindo a prática após o término do curso. As produções serão reunidas em um catálogo online no site do Fotolab, ampliando a visibilidade dos trabalhos. As participantes também terão direito a um certificado de 20 horas pela participação. O projeto é idealizado pelo Tipia Coletivo Fotográfico, que desenvolve atividades formativas e ações culturais com foco na fotografia artesanal. O coletivo já ministrou oficinas na Região Metropolitana do Recife e em diversas cidades do Agreste Pernambucano. Em 2025, esteve presente no “Rolê REC’n’Play Caruaru” e no festival “Pernambuco, Meu País” em Pesqueira, além de ter participado do Festival de Inverno de Garanhuns – FIG 2024. A oficina de cianotipia conta com incentivo do Governo de Pernambuco, por meio da Política Nacional Aldir Blanc e apoio do Laboratório de Fotografia do Agreste (Fotolab) e do Laboratório de Design Inclusivo (LabDin). Informações gerais e contato: Oficina de Cianotipia “O Imaginário Feminino no Agreste: Saberes e Visualidades” UFPE, Campus Agreste – Fotolab (Av. Mariele Franco, Nova Caruaru) Encontro semanal entre 22/10 à 19/11, das 8h30 à 12h30 Representante do Tipia Coletivo: Karol Santiago Telefone/WhatsApp: (81) 9.8395-0625 Instagram: @tipia.coletivo Link do formulário: https://forms.gle/zKhaaGKxqGmawpuJ6 LR - Assessoria de Comunicação Telefone/WhatsApp: (81) 9.9154-8905 (Ramona Silva)
- FLUAR: Festival de Cinema Universitário do Agreste está com incrições abertas
FLUAR chega a Caruaru com exibição de curtas, oficinas e programação gratuita Por Ingrid Gonçalves Foto: Divulgação De 09 a 12 de setembro de 2025, Caruaru sediará a primeira edição do FLUAR – Festival de Cinema Universitário do Agreste, evento gratuito que reúne a potência criativa de jovens realizadores do audiovisual pernambucano e brasileiro. As inscrições para envio de curtas-metragens já estão abertas e seguem de 15 de junho a 15 de julho de 2025. Podem participar estudantes de todo o Brasil com filmes produzidos em contexto acadêmico e finalizados entre janeiro de 2023 e julho de 2025, através do formulário de inscrição: https://forms.gle/LZfcb5BG5c2gWZrP7 Esta edição será realizada na nova instalação do Armazém da Criatividade, que passa a funcionar no Centro Cultural Tancredo Neves, no centro da cidade de Caruaru. A programação completa será divulgada no final de agosto, no Instagram @cinefluar, e contará com mostras competitivas, oficinas formativas e rodas de conversa com profissionais do audiovisual. As mostras estão organizadas nas seguintes categorias: Sabiá – estudantes do ensino médio, técnico e cursos livres; Azulão – universitários de todo o Brasil; Patativa – universitários de Pernambuco; Carcará – ficção de gênero produzida por universitários (terror, suspense, ficção científica, etc.); MOSCCAA – estudantes do CAA/UFPE (não competitiva). O festival integra a programação oficial da SECOM – Semana de Comunicação da UFPE Caruaru, realizada em parceria com o Diretório Acadêmico de Comunicação Social (DACO). O FLUAR nasce como um espaço de valorização do cinema universitário independente, promovendo encontros, trocas e visibilidade para as múltiplas narrativas produzidas nas universidades e escolas brasileiras, com o objetivo de fortalecer o audiovisual como ferramenta de expressão, reflexão e transformação social no interior do país. Realização do coletivo Oxidroide, incentivo do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura – Funcultura, da Fundarpe e do Governo de Pernambuco. SERVIÇO FLUAR – Festival de Cinema Universitário do Agreste Armazém da Criatividade – Centro Cultural Tancredo Neves (centro), Caruaru/PE De 09 a 12 de setembro de 2025 Inscrições de curtas: 15 de junho a 15 de julho de 2025 Link para inscrição: https://forms.gle/LZfcb5BG5c2gWZrP7 Evento gratuito Informações e regulamento: Instagram: @cinefluar E-mail: festivaluniversitarioagreste@gmail.com
- Artista de Caruaru, Raquel Santana lança clipes de duas músicas autorais
Raquel Santana disponibiliza clipes de duas músicas autorais do álbum visual solo de estreia Por Daniel Lima/Assessoria de Comunicação Foto: Divulgação A cantora e compositora Raquel Santana, cria de Caruaru (Agreste de Pernambuco), abre o álbum visual “Canto e Espanto o teu Quebranto”, o de estreia da carreira solo, com o lançamento de dois clipes e músicas autorais nas plataformas digitais (assista - bit.ly/3HBg9dz e confira - bit.ly/4jy7AOi ). Da cultura popular e com influências negra e indígena, a artista disponibiliza os audiovisuais e as canções “Quer ficar com mamãe”, trazendo a participação da recifense Bell Puã e da caruaruense Maria Carolina, mais conhecida por Caracol, como compositoras e cantoras da canção, e “Cumbiambera”. Capa: Daniele Leite/projeto gráfico: Pombo/Palloma Mendes As cenas do clipe “Quer ficar com mamãe” ocorrem no Assentamento Normandia, em Caruaru/PE, e no Jardim do Baobá, no Recife/PE. Já as imagens do videoclipe de “Cumbiambera” são na Casa Cultural Respira, na cidade de Caruaru. “Quer ficar com mamãe” também tem a parceria do Dj caruaruense Nino Scratch, utilizando a técnica musical do “arranhar” como efeito de som. Toda a produção musical do disco é de Zé Barreto de Assis, de Bezerros (Agreste pernambucano), com a mixagem e masterização de Heverton Fagner, do Studio di Fagner (Caruaru), onde foi realizada a captação de áudio, tendo sido feitas também gravações no Cordilheira Estúdio (Recife). Além da acessibilidade em libras para a comunidade surda, o álbum visual tem incentivo público com financiamento pelo edital estadual e municipal da Lei Paulo Gustavo (LPG), via recursos do Ministério da Cultura, Fundarpe, Secretaria de Cultura, Governo de Pernambuco, Prefeitura de Caruaru e Fundação de Cultura de Caruaru. A canção “Quer ficar com mamãe” (escute - bit.ly/43JAODZ ) é um coco-rap em que Raquel Santana fala da sobrecarga materna e especialmente sobre ser mãe solo, que quer ir para o mundo encontrar e abraçar outras mulheres que também vivem essa realidade. Ela já começa dizendo: “Pipa vem pra ver/Pracinha pra brincar/Bolacha pra comer/Não quer/Só quer ficar com mamãe”. No refrão, canta “Quer ficar com mamãe/Só quer ficar com mamãe/Quer ficar com mamãe/Só quer ficar com mamãe”. E continua com “Na rede balançar/Colinho da vovó /Desenho vem pra ver/Não quer/Só quer ficar com mamãe”. Na sequência, entra a rima de Caracol: “Só quer ficar com a mamãe/Mas a mamãe tem que trabalhar/Acordo cedo arrumo a cria/Levo pra creche e vou trampar/Todo dia tô nessa correria/Fazendo minha vida acontecer/Mas as dores aqui dessa mamãe/Quem é que pode acolher/Vai sem medo, vai mainha /Vai sem medo de viver/Vai sem culpa, vai mainha/Vai sem medo de viver”. Em seguida na letra, a poesia é de Bell Puã. E volta para Raquel, que conclui: “É Bell, Lolly e Quel no coco e na poesia/Pelas mãe solo/Uou!/Pelas mãe preta/Uou!/As mãe atípica/Uou!/LGBT/Uou!/E da periferia/Essa canção eu fiz com o meu filho Erasto/Que quando ele falava/Dizia mermo assim... yêêêêê... vai!”. Capa: Ythalla Maraysa/projeto gráfico: Pombo/Palloma Mendes Já na música “Cumbiambera” — composição da própria Raquel (escute bit.ly/3StSDBL ) —, a artista resgata para si o prazer e a sensualidade, que ficaram de lado na sua vida após a maternidade . Ela inicia a letra com o trecho: “Caminando por las calles del Agreste/La cumbiambera tiene un recuerdo/Viajando por historias de otros tiempos/Extraña amores y sus secretos”. A canção é uma cumbia, ritmo com que Raquel teve uma relação durante o período em que morou no Recife, de 2002 a 2018. Também contribuírem em “Cumbiambera”: flor das chagas (harmonização da música e riff de abertura); Pombo/Palloma Mendes (projeto gráfico); Mara (foto da capa), Brê Souza, da Salsa & Caliências (modelo do clipe); Thiago Gregório (professor de canto). O instrumental das canções está nas mãos de uma diversidade de músicos e musicistas do interior pernambucano: Nino Alves (pandeiro, ilu, mineiro, congas, bumbo, agogô, guiro, pratos e maracas); flor das chagas (alfaias, violão e maracas); Fábio Santos (contrabaixo), Edson Pedro (sanfona) e Heverton Fagner (beats). Também tem a presença de muita gente nos vocais de apoio, como crianças e adultos: Erasto Kehinde, Ginga Taiwo, Melina Medeiros, José do Céu (vozes infantis); Ranuzia Melo, Naya Lopes, Vanessa Cardoso, Thaynã Lustosa, Joyce Noelly, Ythalla Maraysa e flor das chagas (vozes adultas). O material audiovisual também reúne bastante profissionais, sendo todos e todas da região Agreste - Túlio Beat (direção); Felipe Correia (fotografia); César Caos (montagem, correção de cor e edição); Daniele Leite (fotografia adicional); Jeizon Novais (fotografia adicional e iluminação); Pombo/Palloma Mendes (projeto gráfico), Paulo Conceição (figurino e maquiagem); Katarina Machado e Joyce Noelly (direção de produção); Ythalla Maraysa/Oficina Embuá (still); Ivan Márcio (motorista); Daniel Lima (assessoria de imprensa). Eduarda Nunes está na ficha técnica como comunicação, assumindo as redes sociais. Com a realização de Heyaná Produções e o apoio da Maniva Produções, Indicativa e Oficina Embuá, atuam no clipe de “Quer ficar com mamãe”: Bell Puã, Caracol, Gorete Gomes, Katarina Machado, Luciana Nascimento, Marília Brandão, Mariana Carvalho, Raquel Santana, Rúbia Silva e Thaynã Lustosa (performances). Além das crianças Ana Luiza, Erasto Kehinde, Geovana Sofia, Ginga Taiwo, Heitor Andrade (modelo do videoclipe e filho de Mariana Carvalho e Ícaro Limeira), Maria Clara Silva, Lara Catarina, Melina Medeiros, Odara Lustosa e Zion Brandão. Já no videoclipe de “Cumbiambera” estão Raquel Santana e Brê Souza, da Salsa & Caliências (performances; Brê Souza também é modelo do clipe); Erasto Kehinde e Ginga Taiwo (crianças); Artur Tito, Bia do Violãozinho, Carine Siqueira, David Tomaz, Emily Beatriz, Camila Santana, Eduarda Torres, Eric Brito, Fabíola Torres, flor das chagas, Gabriela Guerra, Leandro Silva, Marcus Vinícius, Marly Cavalcante e Sandra Carin (corpos de baile). Com as primeiras músicas abrindo os caminhos para a futura formação completa da obra musical e visual, Raquel Santana, também conhecida como Quequel, já celebra a realização de um dos sonhos. São mais de 17 anos como cantora e ritmista. “O álbum ‘Canto e Espanto o teu Quebranto’ reúne ritmos populares. Tem afoxé, cantoria, coco, cumbia, forró, hip hop e maracatu. Para além da sonoridade, as letras denunciam o racismo, o machismo e a sobrecarga materna, como valorizam a ancestralidade, a comunidade indígena, a matriz africana, a proteção espiritual, a reforma agrária, as celebrações populares, o território caruaruense e outras paisagens do interior pernambucano”, destaca. Ela compõe a partir de temáticas racial, social, de gênero, política, cultural e educativa e tem a arte e a música como espaços para criações artísticas coletivas e de expressão da identidade. “O ato de escrever e cantar dá força para enfrentar males como racismo, machismo, classismo, relações e pessoas tóxicas. Sou mãe solo de crianças gêmeas, uma delas com Transtorno do Espectro Autista – TEA (autismo)”, pontua. Natural do Recife, Raquel Santana mora em Caruaru desde os dois anos de idade, onde viveu durante a infância, a adolescência e atualmente como adulta. Nessa vivência na cidade, conheceu a cultura das quadrilhas, mamulengos e bacamarteiros. Em 2002, retornou para a Capital pernambucana e a partir daí celebrou nas sambadas de coco, cavalo-marinho, maracatu rural, maracatu de baque virado e afoxés. No ano de 2006, fundou juntamente com outras mulheres a “Casas Populares da BR 232”, banda com uma sonoridade de ritmos populares do Nordeste, Norte do Brasil e expressões musicais afro-indígenas da América Latina. Com essa banda, circulou por Pernambuco e realizou shows e oficinas na Bahia, Ceará, Paraíba e Rio de Janeiro. O grupo tem um CD lançado: “Negraíndia” (2019). Ela chegou a integrar os grupos de artistas e bandas do estado: Chris Mendes (2023), Erasto Vasconcelos (2013-2014), Ciranda de Zé Maria (2011-2012), Mestre Zé Borba (2013) e Boi da Mata (2011-2012). Participou dos CDs “Flor de Laranjeira”, de Santino Cirandeiro (2010), “Adiel Luna e Coco Camará (2010)” e “Na Caixinha”, do grupo Forró de Cana (2009). Raquel investe na carreira solo desde 2021, estreando com o clipe e a música “Imbé da Mata”. No ano de 2023, fez o lançamento do som “Marta Vieira”. Na carreira artístico-cultural, já subiu ao palco do São João de Caruaru (2023) e ocupou espaços culturais de Caruaru como a Feira Vital e o Tejota Ateliê. O diálogo com movimentos sociais lhe rendeu também shows no Assentamento Normandia (MST) e nos dez anos da Marcha Mundial das Mulheres – Núcleo Agreste. Territórios Raquel sustenta a ideia de pertencimento com as origens e de reconhecimento da identidade territorial. No álbum visual, o território central é o Assentamento Normandia, em Caruaru e ocupado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST). O Sítio Carneirinho, na zona rural caruaruense, também está entre os territórios, justamente para exaltar a ancestralidade originária da região do Agreste. Além do mais, a obra é composta por registros audiovisuais nas ruas do centro de Caruaru. A brincadeira da mazurca é uma das vivências ancestrais da artista. De 2006 a 2008, atuou com o grupo “Mazurca Pé Quente do Alto do Moura”, desenvolvendo projetos como exposição fotográfica, documentário e participação na gravação e produção do CD “Mazurca Pé Quente” (2009) . Nesse período, também aprendeu toadas com mestras, mestres, mazurqueiros e mazurqueiras. Ela tanto canta como toca instrumentos percussivos. Suas referências são grupos e artistas com a musicalidade e vozes das culturas populares, como o povo indígena Fulni-ô, o Samba de Coco Raízes de Arcoverde e o grupo cubano Sexto Sentido. Serviço Assessoria de Comunicação: Daniel Lima Contato: (81) 99800-3342
- Festival de Cinema Carnaúba lança Plataforma Digital e está de inscrições abertas
Evento será no Senac Caruaru e conta com a novidade de uma plataforma digital do Festival de Cinema Carnaúba. Por Assessoria Carnaúba Imagem ilustrativa da plataforma Carnaúba Play Pelo segundo ano consecutivo, o Festival de Cinema Carnaúba abre as portas para os produtores de cinema de todo o Nordeste, com o objetivo de incentivar a produção cultural e audiovisual na região. Ao todo, o festival contará com mais de 20 categorias de premiações. Serão aceitos curtas-metragens de 5 a 20 minutos e devem ser enviados em formato MP4, com resolução mínima de 720p, as obras devem ter sido finalizadas a partir de 2022. Lançada oficialmente neste mês de junho de 2025, a Carnaúba Play é a nova plataforma digital do Festival de Cinema Carnaúba, criada para exibir gratuitamente os curtas-metragens selecionados na 2ª edição do evento. Idealizada pelo mestrando Valdenilson Henrique, do curso de Comunicação e Inovação Social (PPGCIS – Caruaru/UFPE), a plataforma surge como um espaço virtual que permite ao público de todo o Brasil e também do exterior, assistir aos filmes, votar nos seus favoritos e participar ativamente da celebração do cinema nordestino, sem precisar sair de casa. A proposta da plataforma é simples, mas potente: ampliar o alcance das produções independentes da região e oferecer uma experiência interativa, democrática e acessível. Tudo isso mantendo viva a essência do festival, que une exibições presenciais no Agreste pernambucano com ações digitais voltadas à formação de públicos. Poderão concorrer no segmento de ficção, serão avaliados aspectos como roteiro, direção, atuação principal e coadjuvante, tanto feminina quanto masculina, figurino, direção de arte, fotografia e trilha sonora. Já os documentários serão premiados em direção, roteiro, fotografia, montagem e trilha sonora. As animações, por sua vez, serão analisadas nas categorias de direção, roteiro, animação, trilha sonora e direção de arte. As inscrições são gratuitas e realizadas exclusivamente pelo site oficial do festival ( www.carnaubafestival.com.br ), e cada realizador poderá inscrever apenas 01 (UM) curta-metragem. Lembrando que será necessário preencher o formulário de inscrição, anexar informações técnicas e autorização de exibição. Os prazos de inscrições é de 1 a 30 de junho de 2025. 1º Edição do Festival de Cinema Carnaúba (Foto: Jeferson Gonçalves) As indicações serão realizadas por comitês formados por especialistas convidados, profissionais das áreas técnicas e artísticas, que selecionarão seis obras por categoria. O montante total de filmes indicados poderá chegar a 120 títulos. Um mesmo filme poderá ser indicado em diferentes categorias, de acordo com sua qualidade e mérito técnico e artístico. Os indicados comporão o grupo de finalistas que disputará os troféus durante a cerimônia oficial de premiação. A grande novidade desta edição é o prêmio de voto popular, realizado diretamente na plataforma digital do festival. O resultado será divulgado na cerimônia de premiação, que ocorrerá presencialmente no dia 31 de outubro de 2025, no Senac Caruaru. O filme mais votado pelo público receberá o prêmio de Melhor Filme Geral, no valor de R$ 2.000 (dois mil reais). A cerimônia será restrita ao público, com participação exclusiva dos indicados por filme ou representantes oficialmente designados. O festival incentiva a competição entre as equipes selecionadas. Assim como em um reality show, como o Big Brother Brasil, cada obra disputará a atenção do público ao longo dos 30 dias de exibição. Vencerá o filme que mobilizar a maior torcida e conquistar o maior número de votos. Em entrevista com Valdenilson Henrique, fundador e diretor do festival, fala sobre a importância de dar mais visibilidade para produções locais e independetes. "A ideia de criar a plataforma surgiu da vontade de dar mais visibilidade às produções locais e independentes do Nordeste, principalmente às que vêm do interior, que muitas vezes não têm espaço nos grandes meios. A gente percebe que tem muita coisa boa sendo feita, mas que acaba se perdendo por falta de um canal que conecte essas obras ao público. Então, nossa proposta é justamente essa, Criar um espaço de encontro, de valorização da nossa cultura, das nossas histórias e das nossas linguagens. Mais do que só exibir filmes ou conteúdos culturais, a gente quer construir uma rede entre realizadores, estudantes, professores, artistas e o público em geral." Henrique também fala sobre a importância da democratização do acesso para acompanhar o festival. " É também uma forma de democratizar o acesso. Na nossa primeira edição, tivemos algumas limitações que impediram profissionais de outros estados de prestigiarem suas obras em exibição. E mesmo em Caruaru, tanto o público quanto os realizadores enfrentam dificuldades para se deslocar. Por isso, buscamos levar o cinema até as pessoas, sem que seja necessário, sempre, o deslocamento. Claro que não vamos ficar 100% no formato remoto. A ideia é realizar um cinema participativo na região do Agreste pernambucano, com ações presenciais, através de um circuito itinerante. Mas com a plataforma, quem não pode estar fisicamente presente ainda assim, poderá assistir, votar e interagir. E isso fortalece não só o projeto, mas também o sentimento de pertencimento e identidade". 1º Edição do Festival de Cinema Carnaúba (Foto: Jeferson Gonçalves) Na primeira edição, o festival reuniu 30 filmes de seis estados do Nordeste, sendo eles Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Rio Grande do Norte. Desde então, o festival busca valorizar a produção audiovisual independente da região nordeste e fortalecer o cenário cultural do Agreste pernambucano, através das produções audiovisuais. Serviço - Festival de Cinema Carnaúba Data: 31 de outubro de 2025. Local: Senac Caruaru – Av. Maria José Lyra, 140 – Indianópolis, Caruaru – PE. Entrada: Gratuita. Mais informações: @carnaubafestivaloficial (Instagram) | @carnaubafestival (TikTok). Contato para a imprensa Nome dos assessores: Mayane Lira e Jeferson Gonçalves. E-mail: assessoriacarnauba@gmail.com
- Contos e Cantos de Menarca leva o diálogo sobre dignidade menstrual e autocuidado a cinco cidades do Nordeste
Ciclo de escuta e afeto: projeto leva contação de histórias, roda de conversa e oficina para jovens meninas Por Emoriô Comunicação Vivência do projeto “Contos e Cantos de Menarca”, dia 06 de maio, com o EREM Rosa de Magalhães Melo na Biblioteca Afrânio Godoy (Compaz Governador Eduardo Campos), Recife. Foto: Rivah Silva Com o objetivo de abrir um espaço de diálogo sobre a menarca (primeira menstruação), “Contos e Cantos de Menarca” leva literatura, arte e troca de experiências para jovens meninas, a partir dos 12 anos, além de celebrar o Mês da Dignidade Menstrual. O projeto circula por cinco cidades do Nordeste (Recife/PE, Caruaru/PE, Belo Jardim/PE, Maceió/AL e João Pessoa/PB), entre elas três de Pernambuco, sendo duas do interior, no Agreste. A programação é gratuita e acontece no mês de maio, de 6 a 28, reunindo rodas de conversa e ações formativas com a profissional em Terapia e Saúde da Mulher e da Adolescente, Liv Monteiro, além de apresentações com Bruna Peixoto e Milla Puntel, artistas do Tapete Voador. Para Liv Monteiro, que idealiza o projeto ao lado de Milla Puntel, a roda de conversa é um espaço fundamental de fortalecimento para meninas adolescentes, especialmente nessa fase em que o acesso à informação ainda é confuso e fragmentado. “É justamente nesse período que se registram os maiores índices de violência e assédio. Por isso, esse momento de troca é tão importante — ele proporciona noções de autoproteção, autocuidado e autoconhecimento, de forma leve, descontraída e, ao mesmo tempo, consciente”, declara Liv. Vale destacar que o projeto é voltado exclusivamente para o público feminino e também celebra o Dia Internacional da Dignidade Menstrual, comemorado em 28 de maio. O público-alvo são adolescentes a partir dos 12 anos, todas estudantes de escolas públicas, com limite de 40 participantes por cidade. As escolas participantes desta edição são: Escola Municipal Kátia Pimentel Assunção, Escola Municipal Professor José da Costa Porto, Biblioteca E.E.E.F. Francisco Campos, Escola Municipal de Educação Integral Professora Dulce Ramos e Escola Municipal de Educação Integral Castelinho. Como contexto importante, em junho de 2023, a Assembleia Legislativa de Pernambuco aprovou a criação do Programa de Distribuição Gratuita de Absorventes Higiênicos. A iniciativa busca garantir o acesso a absorventes para estudantes da rede pública, pessoas acolhidas em abrigos, mulheres em unidades prisionais estaduais e aquelas em cumprimento de medidas socioeducativas. A narrativa principal do projeto é construída a partir do conto "Como Nascem as Bruxas?", inspirado na obra de Ismael Chedid. A história - apresentada por meio da técnica japonesa Kamishibai (significa "teatro de papel") - é acompanhada pela musicalidade do violão de Bruna Peixoto e do tambor xamânico de Milla Puntel, ampliando o espetáculo com poesia. “A arte, pra mim, é missão. Esta é uma iniciativa sensível e acolhedora que convida meninas adolescentes a mergulharem no universo do ciclo menstrual por meio da literatura, da arte e do afeto. Nosso propósito é fortalecer o diálogo e criar espaços seguros, onde histórias possam ser contadas e ouvidas com respeito — garantindo o direito ao nosso corpo. Porque toda menina merece se reconhecer em narrativas que acolhem, inspiram e empoderam”, comenta Milla Puntel. Foto: Rivah Silva Além da contação de histórias, as rodas de conversa estão entre as vivências propostas por “Contos e Cantos de Menarca”, como espaços de compartilhamento sobre o ciclo menstrual, cuidados com o corpo e com o meio ambiente, especialmente por meio do uso de produtos sustentáveis. Também são apresentados alimentos saudáveis, com foco nos cuidados durante esse período. Outra atividade importante é a oficina artístico-pedagógica “Literatura de Menarca”, que propõe o desenvolvimento da criatividade por meio de pinturas e colagens. Esse momento também se torna um espaço de entendimento e reflexão sobre as transformações do corpo e das emoções. Ao final da roda, as jovens compartilham suas percepções, fortalecendo a escuta e a construção coletiva do conhecimento. "Contos e Cantos de Menarca” é um gesto de cuidado, de escuta e de partilha. Escolhemos trilhar esse caminho principalmente fora dos grandes centros, onde a cultura pulsa viva e forte, mas muitas vezes é invisibilizada. Acreditamos na potência de descentralizar, de levar arte e informação para onde muitas vezes ela chega por último”, afirma Bruna Peixoto. Por meio da Lei Paulo Gustavo Municipal (2024), o projeto “Mostra Cultural: Contos e Cantos de Menarca” contou com a participação de adolescentes da Escola Municipal Sagrado Coração de Jesus, na Casa do Turista, em Olinda. Durante o evento, as meninas receberam absorventes, como parte de uma campanha de doação. No mesmo ano, foi realizado o “Encontro Virtual para Educadores: Conversas sobre Menarca”, com o objetivo de compartilhar elementos artístico-pedagógicos, referências literárias e abordagens acolhedoras para o ambiente escolar. As ações também chegaram ao SESC Santa Rita, em Recife, com a participação de jovens da Casa Menina Mulher, organização não governamental localizada no bairro da Boa Vista. CONFIRA A PROGRAMAÇÃO: Compaz Governador Eduardo Campos - Recife/PE (06 de Maio) Escola Municipal Katia Pimentel Assunção - Maceió/AL (09 de maio) Compaz Dom Hélder Câmara - Recife/PE (13 de maio) SESC Caruaru - Caruaru/PE (15 de maio) Escola Estadual de Ensino Fundamental Francisco Campos - João Pessoa/PB (21 de maio) Instituto Conceição Moura - Belo Jardim/PE (28 de maio) FICHA TÉCNICA: Apoio: Compaz Governador Eduardo Campos; Compaz Dom Hélder Câmara; Escola de Referência em Ensino Médio Rosa de Magalhães Melo, Escola Municipal Kátia Pimentel Assunção, Escola de Referência em Ensino Médio Joaquim Nabuco, Escola Municipal Professora Teresa Neuma Pereira Pedrosa, Escola Estadual de Ensino Fundamental Francisco Campos, Escola Municipal de Educação Integral Professora Dulce Ramos e Escola Municipal de Educação Integral Castelinho; Instituto Conceição Moura e SESC Caruaru. SERVIÇO: Contação da história "Como Nascem as Bruxas?" com Bruna Peixoto e Milla Puntel, Tapete Voador Roda de conversa com Liv Monteiro Oficina de pintura e colagem com Liv Monteiro e Milla Puntel Duração: 4 horas por evento CONTATO: @projetoeumenarca ( https://www.instagram.com/projetoeumenarca/ ) @tapetevoadorhistorias ( https://www.instagram.com/tapetevoadorhistorias/ )
- AZSex Festival realiza sua terceira edição em Caruaru
O evento propõe uma imersão no cinema, literatura e artes plásticas para refletir sobre a sexualidade humana Por Madu Rodrigues Imagem da primeira edição do evento / Crédito: Ythalla Maraysa Nos dias 16 e 17 de maio de 2025, o Teatro João Lyra Filho, em Caruaru (PE), recebe a terceira edição do AZSex – Festival de Artes e Sexualidade Humana ( @azfestival ). A programação acontece na sexta-feira (16), das 19h às 22h, e no sábado (17), em dois horários: das 15h às 17h e das 19h às 22h. Os ingressos têm valor único e promocional de R$10,00 e serão vendidos na bilheteria do próprio teatro, com classificação indicativa de 18 anos. A proposta do festival é possibilitar uma imersão sensível e provocadora nas expressões artísticas ligadas à sexualidade, com atividades que reúnem cinema, artes plásticas e literatura. Com idealização e curadoria de Edvaldo Santos, o festival exibirá 21 filmes nacionais e internacionais, entre curtas e longas-metragens, organizados em duas categorias: Mostra Imersão e Mostra Reflexão. A Mostra Imersão reúne obras que propõem experiências sensoriais profundas e subjetivas, explorando a sexualidade de maneira íntima, poética e sensível. Já a Mostra Reflexão apresenta produções que incentivam o pensamento crítico e o debate, abordando identidade, desejo, afetividade e tabus sociais. Assim, o AZSex reafirma seu papel como espaço de provocação e desconstrução de estigmas, propondo olhares mais livres e empáticos sobre a sexualidade humana. A produção do festival é assinada por Éryka Vasconcelos, que reforça o compromisso do evento com a liberdade artística e a representatividade. O AZSex se consolida como um espaço necessário, que convida o público a olhar para si e para o outro com mais respeito, liberdade e sensibilidade, estimulando conexões que ultrapassam as barreiras do preconceito. Produtora Éryka Vasconcelos e o curador Edvaldo Santos / Crédito: Ythalla Maraysa Reforçando seu caráter interativo, o público poderá votar nas obras favoritas, que concorrem ao Troféu AZsex, reconhecendo os destaques da programação. Além disso, quem comparecer ainda poderá participar de debates e sorteios de brindes especiais, em uma ação realizada em parceria com a loja Íntimos Sexy Shop ( @intimossexy ), ampliando ainda mais a experiência do festival. O AZSex Festival conta, também, com o apoio da ASSARTIC (Associação dos Artistas de Caruaru) e da Brindgraf, instituições que colaboram para o fortalecimento e a expansão do evento. Dessa forma, com uma proposta inclusiva e ousada, o festival se apresenta como um importante espaço de arte, liberdade e celebração da diversidade.
- “Poesia nas Estrelas: a arte entre um domingo e um fevereiro” de Matheus Miguel na Casa Clandestina
A exposição de artes visuais que esteve presente na Casa Clandestina durante o mês de março, tem seu encerramento nesta sexta (28) Por: Inácio de Carvalho Matheus Miguel em frente a suas obras; Por: João Borges. Em meio a uma cortina de fitas metalizadas, ao som de Maria Bethânia, Alceu Valença e Lenine. Você é transportado ao ambiente imersivo da exposição “Poesia nas Estrelas: a arte entre um domingo e um fevereiro”, de Matheus Miguel @poesianasestrelas com a curadoria de Ayanne Sobral e Stênio Marcos no espaço Casa Clandestina. A primeira exposição do artista. Agora irei mostrar e contar como foi a exposição. Ela está espalhada em três áreas, as quais denominei por: “SAU-DA-DE”, “O sonho é o primeiro sentimento” e “Se você não me quiser, eu ainda tenho as ruas do Recife (e é como se eu te tivesse)”. Iniciando com a sessão “SAU-DA-DE”, começamos a conhecer o autor e o que essa exposição quer nos conta. Nessa parte vemos fotos do artista criança, a exposição conta sua história através das obras. As fotos do artista criança, nos transportando para o seu passado, a essa saudade que está literalmente em frente a essas fotografias. Há uma obra que se destaca em meio a outras que batizei nessa sessão. SAU-DA-DE é aquela arte em que você se põe em frente e se fotografa, um sentimento tão lusofalante, e tão genuíno. Ao lado dela há um trecho de uma vídeo performance de Matheus com a obra. Obra SAU-DA-DE 2022 de Matheus Miguel; Por: Inácio de Carvalho. Ao seguir, imergimos a segunda parte da exposição “O sonho é o primeiro sentimento”, se na primeira o sentimento que predominou foi uma saudade, nesse é uma nostalgia. Ao lado direito inicia com dois quadros, um em homenagem à sua mãe e outro ao seu pai. E do outro lado obras que trazem ícones afetivos que despertam a nostalgia em nós. Minha percepção em meio a isso, foi quando estava flanando em meio a exposição, havia um tia e uma sobrinha parada apontando no quadro cada referência que reconhecia, se conectando diretamente com a obra. É interessante como você se encanta e se perde em meio a exposição a tantas referências e obras únicas que há ali. Os pais do artista em frente a pintura em suas homenagem; Por: João Borges. 1.Tia e sobrinha observando obra da exposição; 2. Obra a qual faz parte da exposição; Por: Inácio de Carvalho A terceira parte da exposição “Se você não me quiser, eu ainda tenho as ruas do Recife (e é como se eu te tivesse)” é extremamente coesa. Do lado esquerdo as obras parecem ser todas uma coleção única e exclusiva, elas são extremamente coesas, é aquele estilo de obra artística que ou você compra todos, ou nenhum. Funciona cada obra sozinha, sim, porém quando ver em conjunto é outro nível de beleza. Ao o outro lado, a obras do artista de âmbito mais comercial e diferente estilos de trabalhos artísticos, nós temos uma obra central que é uma camisa com uma pintura de Maria Bethânia ( e na exposição e no instagram de Matheus tem foto dela segurando a obra), capas de singles dos cantores Joyce Alane e Gael Vilanova, e o poster do filme “Todo amor do mundo” de Caio Arruda. Parte esquerda da 3 parte da exposição; Por: Inácio de Carvalho Agora que já apresentei e mostrei um pouco da exposição, irei tecer comentários gerais da exposição e colocar alguns trechos de uma pequena entrevista que realizei com os curadores e o artista. Stênio Marcos (curador da exposição e idealizador da Casa Clandestina) Matheus Miguel (multiartista) e Ayanne Sobral (curadora da exposição e idealizadora da Casa Clandestina); Por: João Borges. Ayanne Sobral e Stênio Marcos P: Ayanne Sobral e Stênio Marcos como foi a escolha de Matheus Miguel para a realização dessa exposição? R: A exposição “Poesia nas Estrelas: a arte entre um domingo e um fevereiro” marca um momento muito especial, a reabertura da Casa Clandestina. A casa precisou ser fechada temporariamente ano passado, em virtude de um arrombamento no antigo endereço. Então precisamos de um tempo para lidar com que aconteceu e de crescer e ampliar o espaço para receber mais pessoas. No momento que reabrimos nossas portas, ter Matheus Miguel foi uma alegria, trazer ele para cá, as suas obras, sua arte a sua poesia. Fez muito sentido ter ele agora nessa abertura para demonstrar no que sentimos e no que acreditamos na música, na literatura e na arte. Matheus expressa isso muito bem na sua arte. P: Agora que a Clandestina está de casa nova, o que podemos esperar de novas exposições ? R: Em breve nós vamos abrir uma seleção para artistas que desejem expor com a gente. Então, se você é artista e tem um acervo de obras e sente a vontade de expor aqui na Clandestina, segue a gente nas nossas redes sociais @umacasaclandestina , prepara seu portfólio e se inscreve, quem sabe você será a próxima pessoa a expor conosco. Nossa galeria é pensando para expor artistas que estão aqui pertinho da gente. Matheus Miguel P: Matheus, como foi o convite para realizar a exposição? R : O convite veio em meados do segundo semestre do ano passado, me senti primeiramente realizado e muito ansioso de ver e dar um passeio em tudo aquilo que tinha feito. P: Nas suas obras você registra muitos artistas, como é sua conexão com eles? R: A minha conexão com eles é diária, é desde a infância. Eles me inspiram, é uma questão de identificação, manutenção e legado. P: Qual é a sua relação com as artes? E seu processo criativo? R: Minhas relações com as artes são muito abrangentes, eu me inspiro em situações cotidianas, vivências não tem uma ordem. Eu demoro um tempo no que quero passar, projetar, envolve muitas coisas. P: Como foi realizar sua primeira exposição em Caruaru? R: Realizar minha primeira exposição em Caruaru foi diferente, mas não foi assustador. Eu tenho muitos amigos na cidade, um apreço pela cultura da cidade de Caruaru. As coisas que envolvem e que brotam são tão bonitas. Acho tudo tão lindo que isso me causa um sentimento de felicidade. Para encerrar essa matéria, a exposição traz inúmeros sentimentos à flor da pele. Matheus Miguel faz poesias visuais com suas pinturas, desenhos e esculturas. A curadoria e a forma como Ayanne Sobral e Stênio Marcos criaram uma narrativa e conexão com as obras foi magnífico. Os sigam nas redes sociais, até uma próxima exposição de arte. Repórter dessa matéria, Inácio de Carvalho e o artista Matheus Miguel; Por: Brenno Fraga
- Agreste Skate Open realiza sua primeira edição no dia 1 de dezembro em Caruaru
O evento promete ser um marco no cenário do skate em Pernambuco, reunindo atletas, simpatizantes e a comunidade local em um vibrante movimento do esporte e da cultura Por Madu Rodrigues O Agreste Skate Open acontecerá no Skate Park do bairro Indianópolis, em Caruaru-PE, no dia 1 de dezembro de 2024, das 10h às 22h. O evento é um campeonato nordestino que atrai skatistas de diversos Estados, com competições na modalidade street para atletas na categoria masculina e feminina, nascendo da parceria entre a Agreste Skate Magazine e a USB Mídia Skate. Além das competições, o evento oferecerá diversas atrações musicais e estandes de merchandising dos apoiadores oficiais do evento, proporcionando uma interação rica entre os participantes e a cultura local. A realização do Agreste Skate Open responde ao crescimento da popularidade do skate na região, especialmente após o reconhecimento do esporte nas Olimpíadas. A proposta é oferecer uma plataforma para novos talentos, fortalecer a cultura do skate e contribuir para o turismo e a economia local. Com uma expectativa de público entre 500 e 1.000 pessoas, uma divulgação abrangente nas redes sociais e parcerias estratégicas com influenciadores, o evento visa garantir engajamento e visibilidade ampla, atraindo tanto a comunidade local quanto visitantes. Além do esporte, o Agreste Skate Open promove a interação dos moradores locais com a vida esportiva e artística da cidade, incentivando, também, a participação de empresários e atletas do meio esportivo. Isso contribui para o crescimento e profissionalização do skate no cenário local e nacional, abrindo portas para novos investimentos e oportunidades. A programação completa - que inclui credenciamento, aquecimento, competições e apresentações musicais - fortalece o compromisso com o desenvolvimento do turismo e o fortalecimento de Caruaru como ponto de referência para eventos atrativos. O Agreste Skate Open é uma experiência completa que une esporte, lazer e cultura, representando um marco para Caruaru, projetando a cidade como um centro importante para o skate e o turismo em Pernambuco, impulsionando o mapa de eventos relevantes para o cenário cultural e esportivo da região.
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