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  • "Janela Poética" Movimenta Cena Literária De Caruaru no Instagram

    O projeto foi criado por um estudante universitário e compartilha poemas e poesias autorais na internet. Reportagem por Ramona Ferreira e Newton Barros Foto de Gael O “Janela Poética” é um perfil literário digital que visa compartilhar poemas e poesias autorais em formato de Reels no Instagram. Idealizado pelo estudante do curso de Comunicação Social do Centro Acadêmico do Agreste, Gael Vila Nova, o projeto teve início em setembro de 2023. O objeitvo principal é movimentar a cena poética e literária de Caruaru através das redes sociais digitais, além de dar visibilidade aos poetas locais. De acordo com o coordenador do projeto, o nome “Janela Poética” foi inspirado em um movimento antecessor, ocorrido durante a Pandemia de covid-19, intitulado: “Fazendo do Insta uma janela poética”, onde Gael utilizava a rede social para recitar seus próprios poemas. A referência ao verso de Mário Quintana, “Quem faz um poema abre uma janela”, reflete a proposta de tornar o Instagram um meio de divulgação da poesia. O projeto, que é mantido por uma Bolsa de Incentivo à Criação Cultural (BICC), através da UFPE, visa criar uma movimentação literária e estabelecer um público consumidor de poesia autoral, além de contribuir para o enriquecimento da cena literária local nas redes sociais e conta com o apoio de oito poetas colaboradores. São eles: Ser Imenso, Mano Monteiro, Urbano Leafa, Bernardo Reyes, Estefane Sá, Tainá Lima, Rosberg Adonay, além do próprio idealizador desse movimento. Gael Vila Nova decidiu que cada poeta escolhido teria a oportunidade de recitar e divulgar três poemas autorais até o encerramento do projeto, que acontece em março deste ano. A seleção dos colaboradores foi feita com o intuito de diversificar o conteúdo compartilhado e considerou gênero, estilo de poesia e a presença ou ausência de livros publicados pelos colaboradores. Questionado sobre o futuro do “Janela Poética”, após o encerramento da vigência da BICC, Vila Nova responde que deseja consolidar o projeto como um veículo de divulgação e fomento à poesia contemporânea de Caruaru e também considera a possibilidade de submeter o projeto a editais futuros. Acompanhe no nosso Instagram: https://www.instagram.com/reel/C485hXNi7H6/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA=

  • Alexandre Revoredo: Um Artista Multifacetado

    Entenda a trajetória que conferiu a Revoredo uma importância fundamental para a cultura interiorana de Pernambuco. Reportagem por Letícia Cavalcante Foto de Revoredo (Breno César) Alexandre Revoredo, uma figura que ultrapassa os limites artísticos, é conhecido como músico, compositor e poeta. Nascido em Garanhuns, sua jornada criativa veio de berço por sua família profundamente musical. Aos sete anos, venceu um concurso de música promovido pelo projeto cultural Mobralteca, e desde então, a música tem sido uma constante em sua vida. Como autor, Alexandre Revoredo encantou o público infantil com suas obras "DiAnimal" (2018, CEPE) e "O Casaco Oco de Isaac" (2022, Vacatussa), nas quais ele entrelaça narrativas com poesia e sensibilidade. Além dos livros, ele compartilha suas poesias no perfil do Instagram @1diadepoesia, no qual seus versos são expressados para além das páginas. Sua contribuição para o cenário artístico vai além da escrita. Revoredo é uma peça fundamental no Coletivo Tear, grupo de artistas de várias linguagens que engajam a cultura da região. Desde sua criação em 2011, o Coletivo Tear possibilitou a criação da Aldeia Tear, um espaço cultural que tem o artista como um dos gestores. Além disso, Revoredo também movimenta o cenário cultural do Agreste Pernambucano com a Mostra Mundaú de Canções, o Studio Tear, o TeArte - Viva o Coletivo e O Livro em Cena. Seu comprometimento com a promoção da cultura se mostra presente ainda na direção musical de espetáculos infantis como "Luanda Ruanda - Histórias Africanas", "Ayô - Histórias de Griô" e "Histórias da Caixola", o que traz à tona narrativas que encantam e educam. Em março de 2020, o artista deu um passo marcante em sua carreira ao lançar seu primeiro álbum, intitulado "Revoredo", disponível nas plataformas digitais. Produzido por Juliano Holanda, o disco apresenta 11 faixas autorais e inéditas, sendo viabilizado através do incentivo do primeiro edital de Música do Funcultura do Agreste Meridional. O sucesso foi tamanho que lhe rendeu os prêmios de ‘Melhor Cantor Popular’ e ‘Melhor Show/DVD’ no Prêmio da Música de Pernambuco em 2022. É notável que suas obras são atravessadas pelas influências da cultura pernambucana e carregadas da tradição popular, com rimas e versos metrificados. Com mais de 15 anos de experiência, o multiartista compartilha sua jornada com a Revista Spia, revelando os desafios de produzir música no interior pernambucano e contando como suas canções podem surgir de forma inusitada. Para espiar a entrevista completa, confira o vídeo produzido para o canal de YouTube da Revista Spia.

  • A Musicalidade Revolucionária em Pernambuco com Gabi da Pele Preta

    A musicalidade revolucionária em Pernambuco com Gabi da Pele Preta Por Madu Rodrigues Foto de Gabi da Pele Preta (Crédito: Rafaela Amorim) Quem é Gabi? Nascida em 1 de novembro de 1985, Gabriella Ariadne Silva de Freitas, também conhecida como Gabi da Pele Preta, é uma atriz e cantora de grande incursão em Pernambuco e no Brasil, trazendo através de suas músicas, que mesclam raízes do samba, jazz e MPB, a sua essência de vida como mulher preta, ativista e interiorana. História Filha de membros da primeira Igreja Batista de sua cidade natal, Gabi da Pele Preta nasceu em 1985, no município de Caruaru, Agreste de Pernambuco, e teve uma formação protestante de grande importância para a sua bagagem musical. Formados em História e Filosofia, seus pais faziam parte do Coral Madrigal Batista e vivenciavam o evangelho de maneira muito ativa dentro do seio familiar. Durante a sua infância e adolescência, Gabi cantava músicas da igreja e MPB e com o incentivo do pai, percebeu a música como uma ferramenta de ensino para mostrar uma construção narrativa da história do país. A exemplo de: Chico Buarque, Gilberto Gil, Vinícius de Moraes, Zé Ramalho e tantos outros intérpretes musicais aos quais a artista se inspirou. De acordo com a cantora, desde o início, teve a certeza de que, se um dia se tornasse uma artista, gostaria de ter uma comunicação cidadã, de identificação e com uma função social a partir de suas obras. Compromissos esses que eram vistos através dos cantores apresentados pelos seus pais. Em 1997, quando tinha 12 anos, o seu pai faleceu e durante muito tempo teve que trabalhar, assim como os seus irmãos, para ajudar a sua mãe. Gabi já foi operadora de caixa, palhacinha de trânsito e garçonete de bufê, sendo constantemente questionada pelas pessoas sobre o seu talento e por não estar cantando, ao qual ela sempre explicava que, devido a sua condição social, não poderia. Ainda assim, Gabi frisa que: “sempre agarrou as oportunidades que lhe eram apresentadas no momento”. Anos depois, foi aprovada em Comunicação Social e com 18/19 anos, viu um meio de se inserir artisticamente em Caruaru. Através do teatro, entendeu que essa incorporação seria possível, pois poderia pertencer a um grupo e ser uma atriz que cantava. Nesse mesmo período, fez um teste para uma peça de teatro e conseguiu um papel em “Amor em Tempo de Servidão”, criando com esse grupo teatral o alicerce para trabalhar com arte. Mais para frente, integrou o grupo “Samba de Tamanca”, descobrindo um caminho para trabalhar com samba, o que marcou o início de sua trajetória como cantora. Foto de Gabi da Pele Preta (Crédito: Rafaela Amorim) Carreira Trabalhando com música há 18 anos, Gabi da Pele Preta começou a sua trajetória em 2006, quando entrou pela primeira vez em um bar para cantar. De início, percebeu o samba como um grande alicerce, passando a ser reconhecida como sambista, embora cantasse de tudo um pouco. Anos depois, começou a se interessar por outros ritmos e conheceu Thera Blue, um cantor de sua cidade, que produziu o seu primeiro show a convite da Secretaria da Mulher de Caruaru. Durante sete anos, foi acompanhada em seus shows pelo músico Felipe Magoo, atualmente conhecido como Felipe Gonçalves, e por três anos pelo violinista Fernando Bezerra. Posteriormente, teve um problema na voz e precisou deixar os palcos por um tempo. Com a sua retomada vocal três meses depois, conheceu o garanhuense Alexandre Revoredo, que lhe ajudou a voltar do zero em um período em que os bares do país foram preenchidos pela música sertaneja e cantar o seu antigo repertório, composto por Chico César, Marisa Monte, Elis Regina, Maria Bethânia e músicas de seus amigos e outros artistas, não fazia mais sentido nesse cenário. Nesse mesmo momento, conheceu Nina Oliveira e a Marcha Mundial das Mulheres e acabou percebendo que aquela comunicação de cunho social é o que faria sentido de ser levado para o palco, seguindo o objetivo central de conversar sobre assuntos como as questões feministas, negritude e Direitos Humanos, com um repertório militante e de modo autoral. Em 2016, Gabi da Pele Preta teve o seu projeto musical aprovado pelo Edital Molotov, onde, com a ajuda de Alexandre Revoredo, com quem já tinha feito algumas parcerias, produziu um show acompanhada pela banda do garanhuense em Belo Jardim - PE, se consolidando ainda mais no meio artístico até os dias atuais. Músicas e Participações Em seu primeiro trabalho, a cantora enalteceu a alegria e a liberdade por meio do single politizado “Revolução” (2021), composto pelo músico Juliano Holanda, sendo, também, o seu primeiro trabalho em estúdio. Já em 2022, lançou o seu EP composto por quatro músicas de caráter social, produzido pelo músico, compositor e poeta Alexandre Revoredo. “Canção para curar a voz”, “Palavra Feminina”, “Virá” e “Gente” são as canções compostas por Ezter Liu, Joana Terra, Izabela Moraes e Uma Luiza Pessoa. Conheça algumas participações de Gabi da Pele Preta: Foto de Gabi da Pele Preta e Alexandre Revoredo (Crédito: Fernando Pereira) Single “Disque Denúncia” (2016) no Elefante Sessions. Single “Conectadas pela música: para espantar a dor” (2019) (feat). Single “Recados” (2020) de Thera Blue (feat). Álbum “Revoredo” (2020) - Música: “Andor”. Single “Xô te vê” (2020) de Agda (feat). Single “Vídeo chamada” (2021) de Renata Torres (feat). Álbum “Coração no Meio” (2021) - Música: “Recife, Capital Federal do Carnaval Brasileiro”. Albúm “Isolados”(2022) - Música: “Liberdade” de Sam Silva (feat). Trilha sonora de “Cangaço Novo” (2023) - Música: “A terceira lâmina” de Forró no Mundo (feat). Baile do Menino Deus (2023) - Música: “Ciganinha” de Baile do Menino Deus. Assista a entrevista completa!

  • ESTESIA REÚNE EXPERIÊNCIA SONORA E SENSORIAL EM ESPETÁCULOS

    O Grupo surgiu a partir da insatisfação dos integrantes com a maneira tradicional de realizar performances musicais. Por: Gabriella Marinho Reunindo os produtores Miguel Mendes e Tomás Brandão, o cantor e compositor Carlos Filho e o performer e iluminador cênico Cleison Ramos, o grupo Estesia faz parte do cenário musical de Pernambuco desde 2016, com o seu primeiro espetáculo ocorrendo em maio do referido ano, no teatro Marco Camarotti, localizado no Recife, e desde então o quarteto vêm ganhando espaço no calendário artístico da cidade e se apresentando em lugares como a Torre Malakoff e a Casa Malassombro, também no Recife. Foto de: Felipe Schuler As letras de suas músicas são sensíveis e abordam reflexões acerca do tempo, da vida e do espaço, oferecendo narrativas instrumentais contínuas. Além disso, os membros também desenvolvem seus próprios shows e trabalham com uma série de eventos chamados “Estesia Convida”, que possuem abordagens multissensoriais e chamam atenção por serem imersivos, afinal, a principal proposta do grupo é tornar o público parte do show e criar um espaço de experimentação ao desafiar os formatos clássicos do fazer cultural. Com isso, o grupo, que se inspira em arenas de teatro para a execução de suas apresentações, convida o público para estar em cima do palco vivenciando cada experiência de perto. Sob esse aspecto, a música é reproduzida por caixas de som distribuídas em lugares específicos da arena e as luzes ficam projetadas na plateia, para que cada um viva um momento não somente coletivo, mas também individual, em meio a um espetáculo de luz e som. Dessa forma, o grupo insere os seus espectadores na cena e oferece uma sensação de pertencimento com ajuda da convergência entre as tecnologias analógicas, além de estimular os sentidos do corpo humano para além da visão e audição, como se todos estivessem literalmente “an-estesiados”. Ainda com o intuito de quebrar os padrões e fugir do óbvio, Carlos Filho, criador do projeto, reitera em entrevista para o Diário de Pernambuco, que: O Estesia nunca faz o mesmo show duas vezes. Isso porque, a cada espetáculo há um convidado diferente que agrega um valor artístico distinto à apresentação e contribui engrandecendo ainda mais a explosão de sentidos e experiências que o grupo transmite. Logo, cada show é pensado e visto de modo único, para não haver uma sensação de repetição e para que uma pessoa que está assistindo o espetáculo pela terceira vez possa se sentir como quem vê pela primeira. Foto de: Deborah Barros O Estesia é, notoriamente, um grupo musical ousado que almeja quebrar barreiras e mostrar para o mundo uma nova forma de fazer arte, isso deve ser visto e apreciado por Pernambuco e pelo mundo inteiro. Suas músicas estão disponíveis em plataformas de streaming como o Spotify, e merecem estar nas suas playlists e fones de ouvido enquanto você pensa em uma letra para uma melodia. RECOMENDAÇÕES: Melodia Para Uma Letra (2019) Mais Um Lamento (2019) Se Você Quiser (2020) Toda Vez Que Eu Dou Um Passo O Mundo Sai do lugar (2020) REDES SOCIAIS DO GRUPO E INTEGRANTES: Instagram - (@estesiaestesia) Instagram - (@carlosfilho.7) Instagram - (@cleison.belo) Instagram - (@miguelsbm) Instagram - (@tom_b_c)

  • Corrida da Fogueira: tradição junina em Alagoinha

    Em uma pequena cidade do interior pernambucano, sair para correr na época de São João é uma importante manifestação cultural e social. Por: Juliana Pinheiro (Competidoras abraçando-se após o final da 6º edição da Corrida da Fogueira em Alagoinha. Foto: Juliana Pinheiro) Pés no asfalto, medalha no peito e bandeirolas espalhadas pelas ruas da cidade. É assim que o município de Alagoinha, no Agreste de Pernambuco, comemora, desde o ano de 2017, a tradicional Corrida da Fogueira. Um evento que mescla esporte, saúde, lazer e turismo, reunindo um grande número de atletas amadores e profissionais especialmente no mês de Junho para uma corrida de rua. Participantes de diferentes idades, gêneros e cidades festejam juntos uma modalidade esportiva que virou tradição de São João na sede do município. As corridas de rua consistem em um grande número de corredores percorrendo longas distâncias em meio às principais avenidas da cidade. O evento é promovido pela Secretaria de Educação e Esportes em parceria com a Prefeitura de Alagoinha, contando com o apoio da Polícia Militar e do Samu, presentes na data comemorativa para dar suporte caso seja necessário. Além disso, professores de educação física e a equipe da Secretaria de Educação e Esportes comparecem no dia da corrida para organizar, orientar e premiar os participantes. Aberta ao público e gratuita, a Corrida da Fogueira começou pequena, apenas para os habitantes da cidade. O intuito era promover a prática esportiva de maneira segura para os alagoinhenses através de atividades ao ar livre, em um espaço em que pudessem melhorar as suas habilidades atléticas e qualidade de vida. No início, não era permitido que atletas de outras cidades corressem e diferentes modalidades esportivas e jogos como dominó e oficina de badminton integravam a grade de eventos no dia da competição. (Medalhas de 1º, 2º e 3º lugar na competição. Foto: Juliana Pinheiro) Atualmente, com a intenção de juntar o calendário esportivo da cidade às festas juninas, a corrida se tornou aberta para outros moradores da região e devido ao aumento do número de participantes, o dia passou a ser exclusivo apenas para a corrida de rua. Uma das razões para a abertura do evento para atletas das cidades vizinhas é o incentivo ao turismo local. Por ocorrer no São João, período em que o número de turistas no município aumenta, houve uma ampliação dos critérios de participação e mudanças na organização da competição. De acordo com o Secretário de Turismo, Cultura e Desenvolvimento Econômico de Alagoinha, Francisco Dimas (Kiko): “Nós pensamos em convidar pessoas de fora para ter um atrativo a mais, pois isso fortalece o turismo e o comércio local. Mas, quando começamos, fazíamos priorizando os atletas de Alagoinha”. Ainda em fala sobre a mudança de categoria na Corrida da Fogueira para integrar uma maior capacidade de pessoas, o secretário completa: “Não é apenas a corrida que é importante. O importante é o fortalecimento do comércio, trazer o turista para conhecer a cidade. Além disso, queremos os nossos jovens preparados para praticar diferentes atividades esportivas. Querendo ou não, isso traz renda, emprego e o turista para nos visitar”. O perfil dos atletas e as suas motivações variam. Desde competidores profissionais acostumados com grandes maratonas à donas de casa em busca de melhorias de vida, os participantes da competição marcam presença no dia do evento e correm juntos para receber as suas medalhas. Josueldo Ferreira é da cidade de Garanhuns e ficou sabendo sobre o evento pelas redes sociais, e, este ano, participou pela primeira vez da Corrida da Fogueira em Alagoinha. O atleta profissional, de 42 anos de idade, corre há mais de 25 anos, viajando o Brasil todo para competir em corridas de ruas e maratonas nacionais e internacionais. Em conversa com a repórter da Revista Spia, ele conta como se preparou para correr 5 km na 6º edição da corrida, que ocorreu no dia 30/06. “Treinei bastante. Foi difícil, mas graças a Deus deu tudo certo! Eu vinha me preparando durante toda a semana. Treinei bem e dormi cedo. Mesmo estando acostumado com corridas, foi complicado por causa do calor”, diz o atleta. (Josueldo Ferreira recebendo a medalha de 1º lugar. Foto: Juliana Pinheiro) Pela sua agilidade e destreza, o corredor foi campeão na categoria geral, recebendo a medalha de ouro pelo primeiro lugar na corrida. Além de Josueldo, a Revista Spia teve a oportunidade de conversar com mais duas competidoras que estavam presentes na sexta edição do evento. Amigas e residentes na cidade de Pesqueira-PE, município próximo a Alagoinha, e integrantes de um grupo de praticantes de corridas chamado Os Jóia, que marcaram presença na Corrida da Fogueira em busca de novas medalhas e metas para levar para casa, Suelen Silva, de 39 anos de idade e dona de casa, afirma que correr é muito mais do que competir com outras pessoas. “É uma superação. A gente não pensa em competir, o que importa é a chegada e superarmos os nossos limites. Se você não aguenta mais correr, então vai caminhando; o que botamos na cabeça é que precisamos concluir o percurso”. Silva corre há quatro anos e vê cada competição também como uma forma de saúde e bem-estar. Já Marcela Oliveira, de 39 anos de idade e corredora há três anos por incentivo de amigas próximas, é vendedora de peças de automóveis e começou a correr para melhorar a sua saúde mental. Segundo a vendedora: “Gosto de brincar que a corrida é o meu antidepressivo, principalmente quando estou estressada, desmotivada ou triste. É só colocar o seu fone de ouvido e ir correr os quilômetros desejados”. A atleta, entre risadas, também revelou a sua próxima meta: correr uma maratona nos próximos anos. No São João, as cidades precisam preparar atividades que valorizam a tradição local e que atraiam novos visitantes. É necessário movimentar a cultura do lugar, otimizando o tempo e os espaços urbanos e rurais com músicas, danças, artesanato, culinária e outras formas de trazer melhorias para o ambiente. Qual o papel do esporte nisso? Segundo o Diretor de Esportes de Alagoinha e professor de Educação Física, José Ivan (Vanzinho), eventos como a Corrida da Fogueira têm como objetivo promover o atletismo e estimular a competição nos corredores. Além disso, o diretor pontuou a importância dos momentos de lazer, bem-estar e saúde pessoal de cada participante. “Afinal, nem todos os atletas vão para competir, mas sim com desafios pessoais para testar os próprios limites, com a finalidade de completar o percurso”, comenta José Ivan sobre uma das motivações comuns em atletas de corridas de rua. (Vários atletas juntos na Corrida da Fogueira. Foto: Juliana Pinheiro) Quer espiar mais como participar da corrida e quais as categorias disponíveis para competir? Para mais informações ou dúvidas, a conta do instagram da Diretoria de Esportes (@diretoria.esporte.alagoinha.pe), é aberta para receber mensagens dos seguidores ou apresentar, em postagens, imagens das edições da Corrida da Fogueira. Além disso, o site oficial da Prefeitura de Alagoinha disponibiliza, para todos, os contatos dos secretários e diretores da Secretaria de Educação e Esportes. SERVIÇO: Site da Prefeitura de Alagoinha: https://www.alagoinha.pe.gov.br

  • Fred Jordão e sua jornada pela fotografia dentro da diversidade cultural em Pernambuco

    Como surgiu o fotógrafo Fred e sua paixão em fotografar o Nordeste e toda a sua diversidade cultural e social, para além da fotografia comercial. Fotografia: Fred Jordão/Web (Cinema Pernambucano) Fotógrafo há mais de 30 anos, o pernambucano Fred Jordão nascido em 1964, passou a maior parte de sua infância na capital do Rio Grande do Sul e com 16 anos se mudou para Brasília, onde entrou na área de comunicação, cursando Jornalismo no Centro Universitário de Brasília. Mais adiante aos 21 anos retornou a Recife ingressando na fotografia em 1986, aos 22 anos terminou sua graduação no curso de Comunicação Social na Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), no ano de 1988. Jordão já foi jornalista fotográfico do Jornal do Comércio (1989-1991), e Diário de Pernambuco (1993-1994). Ele destaca que seu contato com a arte vem desde muito jovem, desde as sessões de cinema organizadas pelo seu pai em sua casa na infância. Mesmo afirmando que leva a fotografia como algo mais profissional voltado em sua maioria para o jornalismo, confirma que ela se torna arte quando leva informação ao cidadão comum e faz com que conheça outras pessoas e suas histórias. Dessa forma, sua conexão com esse meio se deu após ganhar uma máquina fotográfica, ele fala que nunca pensou em trocar de profissão e sempre gostou do que faz. Adiante na carreira do fotojornalista pernambucano, Fred Jordão já participou da filmografia de diversos filmes e documentários como, O Rap do Pequeno Príncipe Contra as Almas Sebosas (2000), Baile Perfumado (1996), Clandestina Felicidade (1998), Acqua Movie (2019), Comida é Arte - Terroir Brasil (2020), e O Circo voltou (2021). Além de produzir diversos fotolivros, alguns sendo de forma colaborativa, cada um carrega sua própria essência e significado, desde Sertão Verde-paisagens (2012), no qual tinha o desejo de mostrar o Sertão moderno, o impacto da globalização naquela localidade, mostrar o outro lado, a fim de desconstruir o estereótipo de negatividade que é dada a essa região. Como também, “Eu vi o mundo” (2006), que transmite o desejo de mostrar o revolucionário movimento manguebeat. Não esquecendo do Projeto Lambe-Lambe (1995), que conta com parcerias de fotógrafos do estado de Pernambuco, onde montaram um estúdio de fotografia a céu aberto para contar um pouco sobre a história do carnaval de Recife, e o livro intitulado de RECIFE, mostrando o antes e o depois da capital e como ela se modificou durante anos, sendo publicado no ano de 2018 e concorreu ao prêmio Jabuti em 2021. Fotografia: Fred Jordão/Web (Cinema Pernambucano) Fred Jordão é conhecido pelas suas exposições, algumas delas já conhecidas Brasil afora, todas focando nas belezas e culturas nordestinas, em especial no seu estado Pernambuco, no qual conta que o motivo que leva a isso, é a riqueza e diversidade que se guarda, sendo um estado vasto e com muitas histórias para serem contadas de perspectivas divergentes. Apesar dos grandes feitos dentro da fotografia e de uma carreira brilhante, diz encontrar dificuldades por falta de visibilidade e verba para essa cultura, se investisse mais culturalmente, se teria mais trabalhos fotográficos. Se tem público, conteúdo e profissionais, o que falta é o investimento financeiro, afirma Fred Jordão.

  • Curta estreia em Toritama e discute o estereótipo entre as mulheres e o jeans

    Obra é trabalho de conclusão de curso de estudante da UFPE Por Joebson José (Fotografia: Sheyla Caroline) A cidade de Toritama, conhecida como a “capital do jeans”, recebeu a estreia do filme “No Fio do Destino: Mulheres e Jeans em Toritama”, dirigido por Valdenilson Henrique, conhecido também como Romeu. Com uma abordagem diferenciada, a obra busca desmistificar a imagem estereotipada da cidade apenas como polo de trabalho, revelando pessoas e histórias por trás do ouro azul do Agreste, a peça de jeans. Acompanhando o processo de criação na indústria, vemos três mulheres contarem as suas vivências e relações de trabalho na cidade de Toritama, que integra o maior Polo de Confecções do Estado, junto com os municípios de Caruaru e Santa Cruz do Capibaribe. Ao trazer uma nova perspectiva sobre a dinâmica da cidade, o curta-metragem explora histórias reais de pessoas que possuem grande experiência na área de confecções de jeans, e que mesmo envoltos na indústria, possuem um tempo destinado ao lazer. A estreia ocorreu no cinema de Seu Aurélio, um ponto de cultura que exemplifica a riqueza cultural na cidade. O curta é o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Romeu, estudante do curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Centro Acadêmico do Agreste (CAA). (Fotografia: Sheyla Caroline) Em uma entrevista exclusiva para a Revista Spia, o diretor revela as motivações e os desafios por trás de "No Fio do Destino: Mulheres e Jeans em Toritama". Confira a seguir os principais trechos dessa conversa: Como é ver as pessoas prestigiando seu filme após o longo trabalho de pesquisa e produção? Ah, é incrível, sabe Joebson? Como cineasta, meu papel é contar histórias. Desta vez, tive uma responsabilidade imensa: mostrar, através do cinema, uma nova perspectiva sobre Toritama. Ver a equipe e o público se envolvendo com o filme, compartilhando suas próprias experiências que se conectam com as histórias que contamos, e perceber como quebramos estereótipos sobre os habitantes da cidade, que muitas vezes são reduzidos apenas ao trabalho, é extremamente gratificante para mim. O que você espera alcançar com o filme? Quais seus objetivos com ele a partir desse lançamento? Bom, acho que meu principal objetivo já está sendo alcançado, que é justamente quebrar esses estereótipos sobre Toritama. Ver o acolhimento positivo dos habitantes ao filme já me faz sentir que estou no caminho certo. No futuro, quero levar essa nova visão para os festivais de cinema, compartilhando com mais pessoas e desafiando essa ideia limitada que muitos têm da cidade. Você exprime no filme sua visão de que a cidade é mais que uma indústria do jeans, poderia falar sobre isso? Sim, Toritama é, sem dúvida, muito mais que uma cidade do jeans, e isso foi algo que quis deixar claro no filme através das histórias das entrevistadas. Cada uma delas traz uma perspectiva única que vai além do trabalho nas fábricas. Toritama é feita de pessoas que têm sonhos, valores e uma forte conexão com sua terra. A cidade carrega uma rica cultura, uma história de resistência e um espírito comunitário que não se limita ao jeans. O filme busca revelar essas camadas, mostrando que, por trás da imagem industrial, existe uma cidade viva, cheia de histórias e de pessoas que merecem ser vistas em toda a sua complexidade. Como foi o processo de pesquisa sobre a vida das mulheres trabalhadoras de Toritama? A roteirista Luzia Tôrres fez um trabalho impecável, pois o processo de pesquisa sobre a vida das mulheres trabalhadoras de Toritama foi complexo. A seleção das participantes não foi fácil, pois muitas estavam hesitantes em compartilhar suas histórias e abrir suas vidas para minha equipe. Mas, ao longo da pesquisa, encontramos três mulheres cujas histórias me surpreenderam e me tocaram profundamente, Juliana, uma designer que se tornou modelista e decidiu permanecer em Toritama, Eroniza, uma técnica de enfermagem que optou por seguir como costureira e Eduarda, uma administradora que preferiu trabalhar como vendedora na loja da família . Assim, o que mais me surpreendeu foi perceber como cada uma delas fez escolhas baseadas em uma paixão genuína pelo que fazem. Quais foram os maiores desafios que a equipe enfrentou durante as filmagens e por que você acha que eles aconteceram? Nossa maior dificuldade foi nos distanciar da estética e da abordagem de filmes anteriores, como "Estou Me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar" (2019), de Marcelo Gomes. Desde o início, meu objetivo foi construir uma narrativa visual que trouxesse uma nova perspectiva sobre Toritama, evitando os ambientes e enquadramentos já explorados. Queria criar algo único, uma resposta tanto em termos de fotografia quanto de narrativa, que mostrasse uma Toritama diferente, longe dos estereótipos e das visões já estabelecidas. O desafio foi justamente romper com essas interpretações imaginativas criadas por cineastas e trazer uma leitura mais fresca e autêntica da cidade e de suas histórias. (Fotografia: Sheyla Caroline)

  • 11º Festival de Cinema de Caruaru realiza exibições gratuitas

    O evento estará em cartaz durante os dias 28 e 31 de Agosto Por: Joebson José (Fotografia: Ythalla Maraysa) Teve início na noite desta quarta-feira (28) as exibições da 11ª edição do Festival de Cinema de Caruaru. As sessões são gratuitas e acontecem a partir das 19h, no Teatro João Lyra Filho, e contam com filmes nacionais e internacionais, que integram as mostras Pega Leve, Latino-Americana, Fantásticos, Agreste e Brasil. A programação desta edição conta com 55 filmes, selecionados a partir de 928 inscrições. A primeira etapa das exibições já foi realizada, entre os dias 12 e 16, com as Mostras Infantil e Adolescine nas escolas públicas da cidade. Além disso, o evento promoveu a Mostra Itinerante Acessibilidade, na sede da Associação de Pessoas com Deficiência de Caruaru (APODEC). O encerramento do festival acontecerá no próximo sábado (31), com a realização da Mostra Especial Caruaru e a premiação dos filmes exibidos. Mais detalhes da programação do evento podem ser encontrados em: https://festivaldecaruaru.com.br/. (Fotografia: Ythalla Maraysa) Confira a programação: Quarta-feira (28) Mostra Pega Leve: Paraíso, dir. Valentina Salvestrini, São Paulo – SP, 12 min, 12. Mostra Latino-Americana Tênue, dir. Leonardo Pérez, Venezuela, 13 min, 12. Doença do Sono, dir. Cristiano Paiz, Guatemala, 4 min, 16. Para as Memórias, dir. Rodrigo Ugalde, México, 17 min, L. Na Bolha, dir. Valeria Pérez Delgado e Florencia Fernández, Argentina, 12 min, L. Dias de Chuva, dir. Ainara Iungman, Argentina, 15 min, 14. Mostra Fantásticos: Encruzilhada Bar, dir. Johann Jean, Natal – RN, 10 min, 12. Dia de Preto, dir. Beto Oliveira, Piracicaba – SP, 15 min, 12. Autocuidado, dir. Sofia Pires, São Paulo – SP, 8 min, L. Noite de Jogos, dir. Stefany Taglialatella, São Paulo – SP, 20 min, 14. Guimbo, dir. Giordano Benites, Porto Alegre – RS, 9 min, 12. Mau Presságio, dir. Rhodes Madureira, Belo Horizonte – MG, 4 min, 14. Lá Fora, dir. Louis Fernanda, Caruaru – PE, 2 min, L. Quinta-feira (29) Mostra Pega Leve: Operação Enjoei do Bingo, dir. Vinicius Damasceno, São Paulo – SP, 6 min, L. Mostra Agreste: Para Onde Eu Vou?, dir. Fabi Melo, Campina Grande – PB, 6 min, L. Ordenação, dir. José Railson, Campina Grande – PB, 8 min, 12. Flor do Coco, dir. Vinícius Tavares, Toritama – PE, 15 min, L. O Rebanho de Quincas, dir. Rebeca Souza, Boa Vista – PE, 11 min, L. O Canto, dir. Isa Magalhães e Izabella Vitório, Arapiraca – AL, 15 min, L. Mostra Brasil: Não Olhe Para Mim, dir. Natasha Atab, São Paulo – SP, 10 min, L. Onde as Flores Crescem, dir. Fabrício de Lima, Santos – SP, 15 min, L. O Sacro e o Profano de Araújo e Verônica, dir. Rivanildo Feitosa, Teresina – PI, 15 min, 16. Conexão, dir. Julie Ketlem, Caruaru – PE, 15 min, L. Terminal, dir. Getsemane Silva e Guilherme Bacalhao, Brasília – DF, 15 min, 14. Aquela Mulher, dir. Marina Erlanger e Cristina Lago, Rio de Janeiro – RJ, 14 min, L. Expresso São Valentim, dir. Guilherme Ayres e Luiza Torres, Santos – SP, 14 min, L. Dinho, dir. Leo Tabosa, Recife – PE, 20 min, L. Sexta-feira (30) Mostra Pega Leve: Sonata Beladona, dir. Antônio Rafael, Aracaju – SE, 13 min, 14. Mostra Agreste: Graffito, Logo Existo, dir. Leandro Machado, Caruaru – PE, 18 min, 10. La Ursa, dir. Joebson José, São Caetano – PE, 9 min, L. Black Out – A História Apagada no Palco da Arte, dir. Renan Oliveira, Caruaru – PE, 15 min, 12. Drag Queens em Cena: A Expressão de Almas Artísticas, dir. Alana Pereira, Caruaru – PE, 9 min, L. Mostra Brasil: Diga ao Povo que Avance, dir. Evelyn Freitas, Mossoró – RN, 15 min, L. Dona Taquariana, Uma Cabocla Brasileira, dir. Abimaelson Santos, São Luis – MA, 14 min, L. Dente, dir. Rita Luna, Camaragibe – PE, 20 min, L. Eu Não Sei Se Vou Ter Que Falar Tudo de Novo, dir. Vitória Fallavena e Thassilo Weber, Rio de Janeiro – RJ, 14 min, L. Umbilina e Sua Grande Rival, dir. Marlom Meirelles, Bezerros – PE, 20 min, L. Pequenas Insurreições, dir. William de Oliveira, Curitiba – PR, 13 min, 10. Samuel Foi Trabalhar, dir. Janderson Felipe e Lucas Litrento, Maceió – AL, 16 min, 10. Sábado (31) Mostra Especial Caruaru: Cultura em Movimento: O Hip-Hop em Caruaru, dir. Igor Lira, Caruaru – PE, 20 min, 12. Abandono Urbano: Uma História não Contada do Alto do Moura, dir. Keyliane Maria, Caruaru – PE, 10 min, L. (Fotografia: Ythalla Maraysa)

  • Mostra Janelas para Equidade realiza exibições gratuitas de filmes com recursos de acessibilidade em Caruaru

    A programação acontece em 21 e 22 setembro, na Estação Criativa Por Madu Rodrigues Neste mês, Caruaru receberá sua primeira mostra de cinema com foco exclusivo na acessibilidade, pensada com e para pessoas com deficiência. Intitulada Mostra Janelas para Equidade, a iniciativa é pioneira na região e contará com exibição de 22 filmes, além da realização de apresentações culturais. A programação é gratuita e acontecerá nos dias 21 e 22, na Estação Criativa (antiga Estação Ferroviária). "A Mostra surge de um movimento de inquietação, após a escuta ativa de pessoas com deficiência. Neste processo, foi perceptível o desejo delas de vivenciar a cultura de forma plena, especialmente no território local. Muitas expressaram o interesse pelo cinema, mas não apenas para ver suas vidas retratadas nas telas. Elas desejam filmes acessíveis que permitam acessar todos os gêneros, como ficção, comédia, aventura e romance", explica a coordenadora e idealizadora do evento, Rhaynara Janaina. Para conseguir atender a esse público com mais precisão, a mostra conta com uma equipe de consultoria de acessibilidade composta por três pessoas com deficiência: Clebison Alves, Lucy Tertulina e Esnande Quirino. Além disso, todas as exibições incluirão pelo menos um recurso de acessibilidade, como audiodescrição, Legendas para Surdos e Ensurdecidos (LSE) e Libras. Após as exibições dos filmes, que contemplam diversos gêneros, também serão realizados debates com convidados. A curadoria da programação, que será divulgada no começo do mês de setembro, é assinada por César Caos, Ana Carolina, David Garcia, Rhaynara Janaina e Amanda Lima. A mostra tem coordenação e produção executiva de Rhaynara Janaina, produção executiva de Cecília Távora, assistência de produção de Letícia Cavalcante, produção de acessibilidade de Amanda Lima, produção geral de Ana Carolina, e assistência de produção de David Garcia. O design e a comunicação ficam a cargo de Bianca Carvalho e Dani Melo, do Estúdio GiraCoco. Mais informações estão disponíveis no Instagram: https://www.instagram.com/janelasparaequidade/. Texto: Stephanie Sá / Acessora de Imprensa da Mostra Janelas para Equidade

  • 11ª edição do Festival de Cinema de Caruaru é encerrada com premiação e sessões lotadas

    Entre os dias 28 e 31 de Agosto, o Festival de Cinema de Caruaru realizou sua 11ª edição (Foto: Dani Leite) Com sessões lotadas no Teatro João Lyra Filho, para prestigiar produções independentes do cinema brasileiro e internacional. Ao longo da programação, o evento realizou exibições gratuitas das mostras Pega Leve, Latino-América, Fantásticos, Agreste e Brasil, além de debates com os cineastas presentes. (Foto: Dani Leite) O encerramento desta edição, realizado no último sábado (31), foi marcado por muitas emoções, com apresentação dos resultados das oficinas de 'Construções Textuais de Júri e Crítica Cinematográfica' e 'Produção de Documentários de Baixo Orçamento', homenagem ao ator e diretor Jô Albuquerque e entrega do troféu José Condé para os premiados das mostras competitivas. (Foto: Dani Leite) Além da categoria de Melhor Filme por voto do júri jovem e do júri oficial, a premiação contemplou prêmios técnicos nas áreas de direção, roteiro, fotografia, direção de arte, desenho de som, atuação e pôster. Todos os resultados estão disponíveis em: https://festivaldecaruaru.com.br/2024/premiacao/. Texto: Stephanie Sá

  • Agreste Skate Open realiza sua primeira edição no dia 1 de dezembro em Caruaru

    O evento promete ser um marco no cenário do skate em Pernambuco, reunindo atletas, simpatizantes e a comunidade local em um vibrante movimento do esporte e da cultura Por Madu Rodrigues O Agreste Skate Open acontecerá no Skate Park do bairro Indianópolis, em Caruaru-PE, no dia 1 de dezembro de 2024, das 10h às 22h. O evento é um campeonato nordestino que atrai skatistas de diversos Estados, com competições na modalidade street para atletas na categoria masculina e feminina, nascendo da parceria entre a Agreste Skate Magazine e a USB Mídia Skate. Além das competições, o evento oferecerá diversas atrações musicais e estandes de merchandising dos apoiadores oficiais do evento, proporcionando uma interação rica entre os participantes e a cultura local. A realização do Agreste Skate Open responde ao crescimento da popularidade do skate na região, especialmente após o reconhecimento do esporte nas Olimpíadas. A proposta é oferecer uma plataforma para novos talentos, fortalecer a cultura do skate e contribuir para o turismo e a economia local. Com uma expectativa de público entre 500 e 1.000 pessoas, uma divulgação abrangente nas redes sociais e parcerias estratégicas com influenciadores, o evento visa garantir engajamento e visibilidade ampla, atraindo tanto a comunidade local quanto visitantes. Além do esporte, o Agreste Skate Open promove a interação dos moradores locais com a vida esportiva e artística da cidade, incentivando, também, a participação de empresários e atletas do meio esportivo. Isso contribui para o crescimento e profissionalização do skate no cenário local e nacional, abrindo portas para novos investimentos e oportunidades. A programação completa - que inclui credenciamento, aquecimento, competições e apresentações musicais - fortalece o compromisso com o desenvolvimento do turismo e o fortalecimento de Caruaru como ponto de referência para eventos atrativos. O Agreste Skate Open é uma experiência completa que une esporte, lazer e cultura, representando um marco para Caruaru, projetando a cidade como um centro importante para o skate e o turismo em Pernambuco, impulsionando o mapa de eventos relevantes para o cenário cultural e esportivo da região.

  • “Crítica para Náufragos e Outros Ensaios” (CEPE, 2026): o novo livro de Eduardo Cesar Maia

    Por Isadora Ascendino Trabalho aprovado por: Paula Donato e Marcelo Martins “Esse livro é uma espécie de narração de uma parte fundamental de minha trajetória como crítico e intelectual.” – Eduardo Cesar Maia, escritor, ensaísta, crítico e professor. Eduardo Cesar Maia é professor do curso de Comunicação Social na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE/CAA). Graduado em Jornalismo pela UFPE e Doutor e Mestre em Teoria da Literatura pela mesma instituição. Além disso, o autor escreve sobre crítica cultural, literatura e filosofia. Organizador de duas obras, Sobre críticas e críticos (CEPE, 2015), uma biografia, e Álvaro Lins: sete escritores do Nordeste (CEPE, 2015), um ensaio. Seu lançamento mais recente foi o livro infantil A Vaca Macaca (CEPE, 2022), um grande sucesso na literatura e aprovado pelo Plano Nacional de Livros Didáticos (PNLD), na área da educação infantil. Nesta entrevista exclusiva, Maia fala sobre o seu novo livro não-ficcional Crítica para Náufragos e Outros Ensaios (CEPE, 2026), onde ele sintetiza muito amadurecimento conquistado em sua longa trajetória como crítico literário; uma obra que reúne seus ensaios sobre a própria atividade da crítica nos tempos modernos. Refletindo sobre a tradição da crítica humanista, visão filosófica e cultural que centraliza o ser humano através da ponderação constante e do questionamento de estruturas de poder, a obra busca resgatar a permanência do humanismo crítico como interesse na atualidade, tese de seu doutorado. Título do novo livro de Eduardo César Maia, "Crítica para Náufragos e Outros Ensaios", 2026. Créditos: Isadora Ascendino. Com exclusividade, o escritor concedeu uma entrevista para falar um pouco da sua relação com a escrita e da sua experiência ao produzir esse novo livro que vinha sendo pensado e/ou produzido desde o seu doutorado em Teoria da Literatura pela Universidade Federal de Pernambuco que tem como tese “Crítica e Contingência: uma reavaliação da crítica humanista através do perspectivismo filosófico de José Ortega y Gasset e do personalismo crítico de Álvaro Lins” em 2013, que reflete a respeito da atualidade da tradição crítica humanista através das obras dos citados autores. Sobre o que fala o livro? O que o motivou a escrevê-lo? R: Crítica para Náufragos e Outros Ensaios é um conjunto de ensaios meus buscando pensar a crítica em nosso tempo. Uma das minhas motivações foi justamente refletir sobre os valores que a sociedade tem utilizado para legitimar ou deslegitimar uma obra, já que vivemos uma espécie de ética simplificadora de pura adesão ou total repúdio, sem meio termo. No livro, eu volto os pensamentos para quais são os valores, o sentido, a função e os limites da própria atividade da crítica. O livro é uma reunião dos meus textos, que eu chamo de metacríticos – crítica da crítica. Eles abordam temas filosóficos, o pensamento sobre o que é literatura, o que é ficção e a relação entre ideias e formas. O que motivou você a escolher o título da obra? R: Essa pergunta é interessante e importante para mim, porque foi difícil. O nome “Crítica para Náufragos” vem de uma metáfora. O náufrago é aquele que, para não afundar, permanece “batendo os braços” para nadar. Se ele parar, ele afunda. E, para mim, essa é a metáfora que define a atividade crítica. O crítico não pode se dar por satisfeito, já que a crítica é uma conversação interminável sobre todos os assuntos. Fazendo uma relação entre A Vaca Macaca (CEPE, 2022) e Crítica para Náufragos e Outros Ensaios (CEPE, 2026), como foram os processos de criação de ambos livros? Você sentiu uma grande diferença? R: A diferença entre as produções é total. A ideia de que um dia eu poderia escrever uma obra de ficção já me ocorreu. Eu trabalho com literatura, então eu pensava que talvez mais velho fizesse alguma coisa, mas não tinha planejado, muito menos uma obra infantil. De repente, percebi que tinha uma história que foi muito bem recebida por quem leu, por mais que tudo aquilo fosse novo e uma surpresa particular para mim. "Crítica para Náufragos", em contrapartida, é da minha área. Eu considero a atividade de crítico como um trabalho, mas também uma vocação, por isso o campo é cada vez mais fruto do meu interesse. De alguma forma, eu venho pensando nele desde o meu doutorado finalizado em 2013. “A Vaca Macaca” (CEPE, 2022). Créditos: Reprodução da Internet. Imagem do livro. Créditos: Isadora Ascendino. Como crítico literário, como você analisa seus próprios livros? Há uma cobrança maior de si mesmo sobre seus resultados? R: Pessoalmente, eu tenho uma atitude que eu acredito ser muito pragmática. Eu odeio afetação, então eu penso o seguinte: Como eu acredito que tudo, todas as nossas atividades e obras são contingentes, o que eu estou deixando nesse livro não é mais do que uma perspectiva minha durante esse período da minha vida. Então, de antemão eu aceito – até para ficar tranquilo comigo mesmo –, que podem aparecer críticas ou que daqui a pouco eu posso olhar para trás e discordar do que escrevi. Então, eu vejo isso com tranquilidade. Eu gosto de quando as pessoas leem o meu texto, mesmo que critiquem, porque, para mim, é a natureza do meu trabalho. Podemos separar a obra do autor? O quanto das suas vivências tem nesse livro? R: Há um ensaísta, Oscar Wilde, que diz que “toda crítica é uma forma de biografia” e eu tendo a aceitar essa visão. Há um trabalho de pesquisa, um esforço de entender objetivamente certos aspectos da realidade, mas aqui estão as minhas preocupações: Eu tenho perfeita consciência de que muita gente não pensa igual a mim e que há muitas formas de ver a crítica. Em “Críticas para Náufragos” eu defendo uma perspectiva da crítica e do pensamento como uma atividade também retórica, persuasiva, mas necessariamente imperfeita. Vivemos em uma sociedade pluralista e não vamos ter jamais um consenso absoluto. Tem muito de mim aqui, mas não é um eu fixo, eu sigo em mudança, sigo pensando. Qual o propósito da sua escrita? Ou vai muito da inspiração? R: Essa pergunta é bem complexa para mim, mas acredito que seja principalmente para auxiliar na minha compreensão de mundo. Eu comecei a me interessar por crítica em uma tentativa de compreender melhor as coisas. Não faço crítica para ensinar alguma coisa a alguém, faço crítica, em primeiro lugar, para mim mesmo. Para tentar compreender melhor as ideias de um autor. Entrevista. Créditos: Eduarda Martins. Eduardo Cesar Maia, escritor da obra “Crítica para Náufragos e Outros Ensaios”. Créditos: Arquivo pessoal. Todas as suas publicações foram feitas em parceria com a CEPE, a Companhia Editora de Pernambuco. Qual a sua relação com a editora? Como funciona essa dinâmica parceira entre vocês? R: Nossa relação começou porque eu trabalhei por sete anos na revista Continente, produzida pela CEPE, antes de ser professor universitário. Eu escolhi a CEPE porque a editora tem profissionalismo e capacidade para levar os livros pra fora de Pernambuco com uma boa distribuição e divulgação. Quando e onde será o lançamento do livro? R: Estou muito animado pela estreia! A divulgação está prestes a começar, mas será dia 15 de maio na Academia Pernambucana de Letras (APL) em Recife, Pernambuco. Em Caruaru, ainda estamos organizando, por isso não temos uma data ou local, mas acredito que seja por volta de junho ou julho. Você citou que escrever ficção foi uma ideia que lhe ocorreu para o futuro, mas a paternidade transformou-a em algo do presente. Como foi a experiência de escrever “A Vaca Macaca (CEPE, 2022)”? Você imaginava que o livro fosse conquistar tantos feitos, como a seleção no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), por exemplo? R: Esse é um livro que só me trouxe alegria, mas foi uma surpresa para mim. Recentemente ele foi selecionado pelo PNLD, Plano Nacional de Leitura da Educação Infantil, e vai ser distribuído nas escolas públicas de todo o país. Essa é uma obra muito especial porque surgiu a partir da minha experiência com a paternidade da minha primogênita. Assim como eu, ela sempre gostou de histórias e pedia para que contasse para ela dormir. Hoje eu conto para ela e para a minha filha mais nova, e esse é um hábito que nos aproxima. A Vaca-Macaca surgiu na verdade como um personagem inventado por mim, e ela amou. Certo dia me veio uma ideia mais concreta de quem era a vaca macaca, um ser que não está satisfeito com a sua própria identidade fixa de ser vaca e quer ser também uma macaca. A partir disso, realmente vieram muitos frutos positivos. Há previsão de novos lançamentos? R: Não tenho datas, mas já tenho outro livro sendo submetido à edição. Também é um livro voltado a ensaios críticos. A diferença entre ambos é porque esse apresenta mais uma reflexão sobre a própria atividade crítica e o próximo será voltado ao crítico em ação. Aguardem!

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A SPIA é um portal colaborativo feito por alunos do curso de Comunicação Social e Design, da Universidade Federal de Pernambuco, campus Agreste. Todo o conteúdo produzido por nós é usado apenas para fins informativos e educacionais.

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