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Equipe Spia: "Ai que saudades que eu sinto das noites de São João"

Atualizado: 23 de dez. de 2021

A data de hoje é muito significativa para a SPIA e ela não poderia deixar de ser lembrada. Tradição do lugar onde nascemos, resolvemos direcionar o conteúdo dessa semana apenas para esse dia. Todo o material produzido hoje é de memória e afetividade.


Nesse, pedimos para cada membro da equipe rememorar uma foto e uma canção sobre a data. Para nós, lembrar dos bons momentos que passamos nesse mês tão especial é um modo de deixar acesa a “fogueira de São João”.


Feliz São João!


Ade Queiroz : Pagode Russo, Luiz Gonzaga

A gente sabe que São João tem milho e derivados, fogos, roupa xadrez, fogueira, forró, e mais um ano a gente percebe o quão tudo isso faz parte de uma imensidão de elementos, que no final das contas, precisa da união de pessoas para fazer sentido. E pra escolher uma música que representasse meu sentimento junino esse ano, minha memória me levou direto pra Pagode Russo, do rei. Pra mim, ela sintetiza todas as quadrilhas que dancei, todas as fogueiras em que me esquentei e assei milho, e todas as pessoas que viveram esses momentos comigo. Não individualmente, mas, sim, as aglomerações. Tem sonho, tem dança, tem boate, tem cai não cai. Ela fala dessa vontade que a gente tem de festejar junto. Por enquanto, muitos sonhos (inclusive por uma boate e pela vacina) e mais ainda saudade. Na foto (1), eu em 1999.


Hanna Aragão: Te faço meu cafuné, Dominguinhos

Escutei muito essa música em 2019 na versão de Mariana Aydar, ela tocou a música no Polo Alternativo no dia 24 de junho. Foi um show muito bom e eu dancei muito forró. Em 2019, aproveitei o São João, menos do que gostaria, mas quase como se eu soubesse que seria o último. Na foto (2), um registro do show de Mariana.


Maria Clara Mendes: São João triste, Trio Nordestino

As músicas de forró trazem histórias encantadoras e intrigantes sobre amores, festas e costumes. Descobri a música São João Triste enquanto organizava uma playlist para ouvir no mês de Junho. Os arranjos, a história contada na letra são muito envolventes e apaixonantes, é uma música que me faz acessar o passado das festividades juninas. Estamos vivenciando o segundo ano sem o verdadeiro São João, curiosamente, por motivos diferentes do que é relatado na música, o nosso São João também está triste. Na foto (3), um registro do São João em 2019.


Márcio Correia: Noites brasileiras, Luiz Gonzaga

Por um bom tempo eu fui aquela pessoa que não gostava de datas festivas (de nenhuma). O fato é que criar boas lembranças é um dia recorrer a elas e sofrer pelo tempo que não pode voltar. Eu não queria isso. O São João me lembra uma pessoa muito importante na minha vida, que infelizmente já se foi. Era a pessoa mais bondosa e animada que eu tive o prazer de conhecer. Nada passava sem comemoração com ele, principalmente o mês junino. E quando a lembrança de certa forma dói, a gente tenta fugir dela, né? A música escolhida foi uma das primeiras que pensei. Além de sempre ter tocado nos nossos São João lá em Garanhuns, ela fez muito mais sentido quando resolvi buscar na memória quem sempre animou essa data pra mim. A fogueira e os milhos? Ele providenciava. As músicas? ele botava pra tocar. As bombinhas que a gente ganhava escondido? As chuvinhas e os traques? Era tudo com ele... Ainda bem que não deu tempo de fugir desses tantos São João com ele. Acho que a tristeza da perda nunca passa, mas se não fosse momentos assim, o que iria sobrar? Nessa data quando eu olho pro céu eu lembro sempre do meu querido tio Marcelo. Na foto (4), meu tio Marcelo com minha irmã Alice em 1997.


Samara Torres: Tarde demais, Dorgival Dantas

Diante de tantas adaptações e implantações de culturas "tradicionais" e "modernas", vivo em um momento de pura mistura. Cresci ao som de Luiz Gonzaga tocando alto na televisão de tubo do meu tio, ao mesmo tempo que senti e ainda sinto a vida ressurgindo dentro de mim quando é junho na Capital do Agreste, Caruaru. São João é sagrado ao ponto de ser impossível descrever sua importância em palavras. É sagrado. É a melhor descrição que consigo colocar aqui no segundo ano sem São João coletivo. E sendo fruto dessa mistura de ritmos e adaptação de cultura, nenhum artista poderia descrever melhor meu sentimento de renascimento que Dorgival Dantas. É reviver todas as eras do forró em uma só. De Luiz Gonzaga a Petrúcio Amorim. Do pátio do forró à Estação, lugar de tanta cultura rica e poderosa. Na foto (5), revivo o show de mamulengos de Mamusebá que acontecia e acontecerá na Estação em Caruaru, lugar também que abriga mais dessa beleza junina que o maior são joão do mundo carrega. E é com essas coisas que me seguro nesses dias de sufoco e desespero. A esperança de reviver tudo isso.

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